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Guia dos estrangeiros no Alley da CCXP 2017

Falta muito pouco para a Comic Con Experience 2017 e, para os fãs de quadrinhos, é hora de explorar todas as possibilidades do gigantesco Artists Alley desta edição, montar o próprio roteiro e começar a se preparar para mergulhar em um universo paralelo onde seus heróis e ídolos estão ali sentados em uma mesa à sua espera.

Além dos mais de 400 artistas nacionais que materializam dentro da convenção a incrível diversidade dos quadrinhos brasileiros, o espaço ainda conta com a presença de um seleto grupo de nomes estrangeiros, acessíveis como nunca. Por isso o Redação Multiverso mapeou os quadrinistas internacionais do Artists Alley deste ano, trazendo um breve perfil e uma galeria de imagens que inclui possíveis sketches e artes originais para você cobiçar desde já (sem esquecer que deve investir uma grana e enfrentar filas inevitáveis). Ainda que incluídos nessa lista, alguns nomes como Paul Pope e Gail Simone autografam no estande da Chiaroscuro Studios em horários determinados. A lista abaixo segue a ordem alfabética, com a devida indicação da posição das mesas no mapa.

Mapa do Artists Alley CCXP 2017

Amy Chu, C19-20

Reforçando o time feminino de convidados estrangeiros da CCXP 2017, a editora e roteirista Amy Chu retorna ao evento com trabalhos como o título da Hera Venenosa, especiais da Mulher-Maravilha e passagens por revistas como Deadpool, X-Files, Red Sonja e Kiss. Amy também é uma das fundadoras da Alpha Girls Comics, editora que publica trabalhos de mulheres como Girls Night e The VIP Room.

Ariel Olivetti, A34-35

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O argentino Ariel Olivetti ilustrou nada menos do que a célebre minissérie Space Ghost, da DC Comics, que pela primeira vez imprimiu tom de realismo ao clássico herói das animações. Embora este seja certamente um marco em sua carreira, é impossível listar em poucas linhas todos os títulos relevantes nos quais trabalhou. Na DC se destacou também em O Reino (continuação direta de Reino do Amanhã), ao lado do roteirista Mark Waid, e na minissérie Superman e Batman vs. Aliens e Predadores. Seu trabalho de destaque mais recente em títulos mainstream foi publicado pela Marvel, no título Venom: Space Knight. Além disso, lançou a HQ independente HQ ICH, que foi publicada no Brasil pela Jambô Editora de forma quase simultânea ao lançamento na Argentina.

Arthur Adams, F23-24

Revire a estante, separe seus gibis dos X-Men e aproveite a presença de Arthur Adams no Alley da CCXP. Lendário desenhista de vários títulos mutantes e outros clássicos como Homem-Aranha, Hulk, Batman, Superman, Rockeeter e The Authority, ele vem ao Brasil pela primeira vez acompanhado da esposa e também artista Joyce Chin. Os dois chegaram a ser anunciados em 2016 e cancelaram a participação, mas pagam a promessa em 2017 com mesas no Alley e tudo que tem direito.

Ben Templesmith, B21-22

Ben Templesmith sabe assustar e encantar como poucas pessoas. Sua arte caricata finalizada no photoshop causa uma sensação incômoda, prendendo o leitor em um pesadelo vivo em forma de quadrinhos. Ao lado do autor Steve Nilles, Templesmith criou a premiada minissérie 30 Dias de Noite, que deu uma nova e horripilante roupagem à mitologia dos vampiros. Seu trabalho mais recente foi o primeiro arco da HQ “Gotham By Midnight”, escrita por Ray Fawkes, que revitalizou o Espectro durante a fase dos Novos 52 da DC, dando ao personagem uma aparência mais condizente com seu nome. Apesar do trabalho conhecido pelos efeitos digitais, seus sketches não ficam nada trás.

Bernard Chang, A12-13

O artista Bernard Chang já trabalhou com alguns dos maiores heróis da Marvel e da DC Comics, depois de uma longa passagem pela Valiant. Dentre os ícones que já tiveram seus títulos retratados pelo traço de Chang estão: X-Men, Novos Notantes, Cable, Superman, Supergirl e Mulher-Maravilha. Atualmente, na fase Renascimento da DC Comics, ilustra a série do Batman do Futuro, publicada periodicamente pela Panini em encadernado. Os volumes podem ser encontrados nas bancas e comic-shops e certamente estarão disponíveis nos estandes CCXP para quem quiser comprar e conseguir um autógrafo.

Bill Sienkiewicz, F01-02

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Pegue um pouco de Led Zeppelin, misture com arte moderna, um tiquinho de Neal Adams e muita, mas muita atitude. Junte isso com os melhores roteiros dos anos 1980 (como o clássico Elektra: Assassina, ao lado de Frank Miller), asse com técnicas avançadas e voilá! Assim nasce Bill Sienkiewicz, um dos desenhistas mais originais que você verá nas HQs. O artista já é nome carimbado na CCXP, mas isso não quer dizer que as filas diminuam de tamanho de um ano pro outro: pelo contrário, seus sketches em estilo inconfundível são alguns dos mais cobiçados do evento sempre que está entre os convidados.

Carlos Pacheco, B43-44

O artista espanhol Carlos Pacheco é velho conhecido dos leitores de quadrinhos de super-heróis Marvel e DC, tendo produzido dezenas de trabalhos para ambas as editores. O desenhista foi responsável por ilustrar e coescrever uma das melhores fases do Quarteto Fantástico nas últimas décadas, publicada pela Panini no começo dos anos 2000. Na DC Comics tem em seu currículo o aclamado especial JLA/JSA – Vícios e Virtudes, ao lado dos roteiristas Geoff Johns e por David S. Goyer. A HQ foi lançada pela Panini anos atrás e está prometida para breve pela Eaglemoss. Recentemente Pacheco ilustrou para a Marvel a série Occupy Avengers, ainda inédita no Brasil.

David Mack, F05-06

Fazer uma bela pintura demora muito tempo, mas para David Mack, seu processo criativo dá conta de fazer capas para diversas HQs em um único mês. Mack começou a ganhar destaque durante a sua curta fase como roteirista na mensal do Demolidor, mas foi graças às suas capas na série Alias, protagonizada por Jessica Jones, que o artista ganhou fama no meio dos quadrinhos. Com uma arte incrivelmente sensível, Mack une aquarela e colagens, criando pequenas obras-primas. Além disso, o artista é o criador das heroínas Kubiki e Echo, sendo que a última chegou a se tornar uma Vingadora durante a fase do Brian Michael Bendis nos Vingadores. Vale a pena conferir a mesa do artista e sair de lá com um print para colocar na parede.

Denys Cowan, Denys Cowan

O artista americano Denys Cowan é co-criador do Super Choque, icônico personagem da editora Milestone Media que se tornou popular com a série animada. Foi indicado ao Eisner por sua atuação na revista Questão ao lado do roteirista Dennis O’Neil, na série que reformulou o herói e o tornou um dos mais relevantes da DC Comics. Vencedor do prêmio Humanitas Award, ele também trabalhou no meio da TV em uma série de shows da Fox, ABC, Disney e Nickelodeon.

Gail Simone*

Uma das roteiristas mais premiadas presentes no evento será Gail Simone. Contudo, sua participação não deve atrair apenas leitores que conhecem seus prêmios, mas também o público que admira seu ativismo referente a igualdade de gênero. Isso porque Gail trabalha fortemente junto aos movimentos feministas e podemos enxergar isso nos seus trabalhos mais recentes na DC Comics, como Mulher-Maravilha e Batgirl. *Gail não vai estar propriamente no Alley, mas bem pertinho: ela autografa em horários programados no estande da Chiaroscuro Studios.

Glenn Fabry, B19-20

Glenn Fabry não é para todos os gostos, mas para quem gosta de quadrinhos alternativos ele é o destaque desta edição. O capista britânico famoso por imortalizar a saga de Preacher em suas 66 edições também tem no currículo títulos como Hellblazer, Thor: Vikings, Transmetropolitan, Batman, Authority, Juiz Dredd e recentemente a adaptação de Deuses Americanos para os quadrinhos. Suas lendárias capas sujas, realistas e incômodas rendem prints que são verdadeiras obras de arte underground pra colocar na parede, e apesar de seu trabalho habitual exigir pintura, texturas e muitos detalhes, seus sketches conseguem manter a essência de seu estilo único.

Humberto Ramos, C21-22

Ame-o ou deixe-o. O traço extremamente estilizado de Humberto Ramos é motivo de críticas por parte de muitos fãs que preferem um estilo mais clássico, mas ao mesmo tempo arrebata uma gigantesca legião de fãs. Seus desenhos são extremamente expressivos e o artista se destacou na DC Comics na série Impulso, protagonizada por um dos mais queridos integrantes da família Flash. Na Marvel já trabalhou com os principais heróis da editora, tendo destaque especialmente no título do Homem-Aranha, dada a sua habilidade para trabalhar com cenas que precisam expressar dinamismo e movimento. Grande parte dos números das revistas mensais do Homem-Aranha publicadas pela Panini nos últimos anos possuem desenhos de Ramos. Portanto, material para pegar autógrafo existe em abundância no mercado.

Jim Calafiore, A30-31

Alçado ao estrelato por sua longa passagem na série Exilados, que retrata a carreira de um grupo de X-Men formado por integrantes de realidades alternativas que percorrem o Multiverso, o desenhista Jim Calafiore se tornou um dos mais respeitados quadrinistas do mercado norte-americano, por ser exímio cumpridor de prazos e manter o padrão da arte. Na DC Comics fez diversos trabalhos na linha Batman, tendo assumido a arte de Batgirl e Gotham City Underground. Em seu portfólio consta também grande parte de um manual de como fazer quadrinhos, lançado no começo do século 21 pela revista Wizard.

Joyce Chin, F25-26

A desenhista Joyce Chin e seu marido Arthur Adams marcam presença na CCXP este ano depois de ter que cancelar a participação na última edição por problemas de saúde. Dessa vez a artista divide sua arte com os fãs no artists alley do evento, com um currículo que inclui títulos como Spider-Man, Hulk, Vampirella, Xena, Superman: Silver Banshee, Tomb Raider e Red Sonja, além de capas para a Marvel e DC de personagens como Thor, X-Men, Ms. Marvel, Capitão América e Mulher-Maravilha.

Marc Andreyko*

Marc Andreyko é nada menos que um dos vencedores do Eisner de 2017. O prêmio, que é uma espécie de Oscar dos quadrinhos, reconheceu o trabalho do artista como curador e editor do projeto Love is Love, graphic novel com temática LGBT produzida para apoiar as famílias das vítimas do ataque à boate Pulse, em Orlando, no ano passado. O projeto foi lançado recentemente no Brasil, então é uma boa oportunidade para adquirir e conseguir aquele autógrafo. Isso sem falar que o roteirista também tem trabalhos na DC Comics, como em Batman ’66. *Andreyko não vai estar propriamente no Alley, mas bem pertinho: ele autografa em horários programados no estande da Chiaroscuro Studios.

Matteo Scalera, F27-28

Neste ano Matteo Scalera vem como um dos representantes da ótima fase que vive a Image Comics. Além de diversas passagens por Marvel e DC Comics, atuando com personagens como Deadpool, Vingadores, Hulk e Batman, o artista é responsável pelo sucesso de Black Science, da Image, e outros títulos como Dynamo 5 e PopGun. Com um estilo próprio que vai do super colorido ao máximo de contraste em preto e branco, Scalera promete uma mesa com belos prints e quem sabe um sketch caprichado.

Paul Azaceta, B41-42

Paul Azaceta é um artista com uma carreira relativamente nova nos quadrinhos. Apesar de já ter trabalhos na Marvel, como em O Espetacular Homem-Aranha e Demolidor, Azaceta ganhou destaque quando assumiu os desenhos da HQ Outcast, de Robert Kirkman. Isso porque a obra já está sendo adaptada para o canal Cinemax – atualmente está na segunda temporada. Na série de TV temos momentos onde a arte de Azaceta é reproduzida fielmente. Na CCXP, o artista participará da programação do evento e também do Artist’s Alley. Infelizmente, Outcast ainda não está sendo publicada no Brasil, mas vale a pena buscar um autógrafo ou uma commission.

Paul Pope*

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Um dos nomes mais alternativos da lista de convidados da CCXP, Pope tem um traço tão estranho quanto atraente, que no Brasil pode ser visto nas HQs autorais 100% e Bom de Briga, mas também em sua peculiar versão do Homem-Morcego para a DC Comics em Batman Ano 100. Não deixe de pegar um sketch desse Batman bizarro se tiver a chance. *Pope não vai estar propriamente no Alley, mas bem pertinho: ele autografa em horários programados no estande da Chiaroscuro Studios.

Simon Bisley, A32-33

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Reza a lenda que seu nanquim é feito com sangue de demônio e ferro líquido, mas preferimos acreditar que Simon é apenas o desenhista mais durão dos quadrinhos, que imortalizou a versão definitiva de Lobo, passou por Hellblazer e fez até capas de discos para o macabro Danzig. O artista retorna ao Brasil após o sucesso de sua participação na CCXP do ano passado, e promete formar filas de fãs gladiadores se matando por um autógrafo.

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