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Nossas expectativas para as estreias de 2017

O que você espera dos filmes de super-heróis de 2017? Reunimos a equipe do Redação Multiverso para falar sobre as expectativas para as produções do gênero que estreiam este ano, nesta ordem: Lego Batman, Logan, Guardiões da Galáxia Vol. 2, Mulher-Maravilha, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Thor: Ragnarok e Liga da Justiça.

Fevereiro: Lego Batman

por Émerson Vasconcelos

Lego Batman não recebeu grande atenção da mídia especializada até o seu lançamento. Foi tratado como um filme menor tanto pelos fãs do gênero nas telonas quanto pelos leitores de quadrinhos. No entanto, desde as primeiras exibições para jornalistas, a animação começou a surpreender. Sua avaliação no agregador de críticas Rotten Tomatoes chegou a 96% antes da estreia oficial (o número de críticas aumenta após o lançamento, o que pode provocar oscilações para baixo ou para cima neste número).

Quem assistiu Uma Aventura Lego e reconheceu o valor daquele longa-metragem, percebeu que o Batman apresentado ali renderia facilmente não apenas um filme, mas toda uma franquia cinematográfica voltada à sátira dos super-heróis. Embora já esteja nos cinemas brasileiros, a presença deste filme na lista é fundamental para alertar os nossos leitores de que, se ainda não assistiram, devem comprar seus batingressos e correr para o batcinema mais próximo.

Março: Logan

por Marina de Campos

Logan marca o fim de uma era com a despedida de Hugh Jackman do papel de Wolverine. O ator convenceu o público não por insistência ao viver o personagem nove vezes, mas por construir um anti-herói humano, intenso e emocionalmente despedaçado, assim como o intrigante membro dos X-Men. Além de buscar ir ao extremo desses dramas pessoais com a presença do mentor Xavier e de sua “herdeira” X-23 (a grande revelação dos trailers até o momento), o longa promete aflorar como nunca o seu lado selvagem, oferecendo violência suficiente para se limitar a maiores de 18 anos. Com referências a clássicos do faroeste e Johnny Cash na trilha sonora, o cineasta James Mangold parece querer quebrar a barreira do mero entretenimento em direção ao status de filme cult.

Não existe inocência em Hollywood, e é claro que essa liberdade é fruto das acertadas experimentações da Fox com Deadpool, mas a sensação é que a influência do estúdio ficou de lado e deu espaço para os anseios de diretor e ator – espaço para a pura prática do cinema, enfim. A expectativa mais honesta é que Logan não pareça um filme de super-herói, mas uma espécie de pérola indie de baixo orçamento em meio a um gênero quase saturado, o que também quer dizer que a produção só tem chance de agradar quem entender e estiver esperando por isso.

Abril: Guardiões da Galáxia Vol. 2

por Lucas Gonçalves

Os Guardiões da Galáxia eram um grupo pouco conhecido da Marvel e isso gerou muitas dúvidas antes do primeiro filme, mas agora a produção entra facilmente em listas de filmes de quadrinhos ou de space-operas. O longa dirigido por James Gunn – um apaixonado por quadrinhos – vai ter uma continuação em 2017 e, a julgar pelos teasers e trailers, Gunn vai realizar a proeza mais uma vez.

Além do elenco formado por Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista e Vin Diesel, a produção ganha o reforço de nomes como Sylvester Stallone e Kurt Russell, que encarna o planeta vivo Ego. Com um visual lindo, personagens extremamente carismáticos – que atire a primeira pedra quem não quer um baby Groot – e uma trilha sonora genial, Guardiões da Galáxia Vol. 2 já é um dos filmes mais esperados e tem tudo para ser a adaptação de quadrinhos mais divertida do ano.

Junho: Mulher-Maravilha

por Guilherme Wunder

O longa da maior super-heroína dos quadrinhos chega aos cinemas em junho deste ano, com expectativas divididas entre o público. Existem aqueles que acreditam que o filme da Mulher-Maravilha deve ser a redenção da DC Comics/Warner nos cinemas, sendo o primeiro filme do universo da editora a realmente conquistar de vez o público e a crítica. Enquanto isso, há também os fãs mais receosos, principalmente depois de Batman vs. Superman e Esquadrão Suicida.

Pessoalmente, as expectativas são altas. Isso se dá graças a aparição da amazona no filme anterior e a boa caracterização e atuação de Gal Gadot. A atriz, contestada no início, acabou conquistando os fãs e sua presença no longa, aliada aos discursos de empoderamento das mulheres que marcaram as campanhas promocionais, devem alavancar o público feminino durante as sessões. Além disso, o filme apresentou nos trailers contextos e conceitos interessantes de serem desenvolvidos no cinema. Com isso, Mulher-Maravilha pode sim ser a redenção da DC Comics/Warner nos cinemas.

Julho: Homem-Aranha: De Volta ao Lar

por Leonardo Mello de Oliveira

Com estreia para julho de 2017, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” nos dará a chance de ver pela primeira vez o universo e a mitologia do Aranha pelas mãos da Marvel Studios. O personagem já fez sua primeira aparição em “Capitão América: Guerra Civil”, e apresentou aos fãs uma versão bem mais jovem do herói, tanto física quanto espiritualmente. Tom Holland se mostrou uma escolha acertada para o Cabeça de Teia, fazendo um Peter Parker e um Homem-Aranha muito próximos dos quadrinhos: tímido, inteligente e carismático enquanto civil, e tagarela, piadista e divertido enquanto super-herói.

O clima de colegial prometido pelo diretor está presente no primeiro trailer, o que nos dá esperanças de ver todo o ótimo conjunto de coadjuvantes jovens dos quadrinhos no cinema, já que os filmes anteriores acabaram deixando o lado adolescente de Peter pra escanteio. O longa promete trazer todos esses elementos clássicos do herói que foram desconsiderados em outras adaptações, inclusive as teias embaixo do braço do uniforme original. Com essas pequenas atrações, tem tudo o que podemos esperar para vermos a melhor versão do Aranha já feita no cinema.

Novembro: Thor Ragnarok

por Jonathan Nunes

O terceiro filme do Deus do Trovão chega aos cinemas brasileiros em novembro e, apesar de ter pouco material divulgado até o momento, promete ser uma das grandes produções do ano. Além de acreditarem que a crescente de qualidade se manterá nessa nova sequência, outros pontos que agradam os fãs são o elenco, que contará com Cate Blanchett no papel da vilã Hela e a volta de Tom Hiddleston como Loki, assim como o promissor embate entre Thor e o Hulk Gladiador (cuja armadura foi apresentada na SDCC de 2016).

Se o filme seguir pela mesma linha das últimas produções do diretor Taika Waititi, é provável que o Ragnarok apresentado no cinema seja bem diferente daquele das HQs, com uma pegada muito mais cômica do que dramática. Algo que pode se tornar outro ponto positivo, visto que tanto o diretor quanto Chris Hemsworth já se mostraram excelentes em produções do tipo, e Taika é um diretor conhecido pelo modo inteligente e ágil com que trabalha sua comédia.

Novembro: Liga da Justiça

por Émerson Vasconcelos

Se a DC Entertainment entregar aos espectadores tudo o que nós esperamos deste filme, em poucos anos Os Vingadores pode ser lembrado como a produção que abriu caminho para o lançamento de Liga da Justiça, este sim o grande marco do cinema de super-heróis. Pelo histórico recente da Warner/DC é quase impossível imaginar esta realidade se concretizando, especialmente quando ela depende da direção do mesmo Zack Snyder que entregou o polêmico O Homem de Aço e o massacrado Batman versus Superman: A Origem da Justiça.

No entanto, foi o mesmo Snyder que ajudou a construir a aura de respeito em torno das adaptações de quadrinhos para cinema quando lançou 300. Foi também o mesmo diretor que levou Watchmen para a tela grande com a maior fidelidade possível em relação à obra de Alan Moore. E não dá para esquecer também que esta é a mesma Warner Bros. que nos apresentou nada menos do que O Cavaleiro das Trevas em um passado nada longínquo e que em 1978 ensinou ao mundo que o homem pode voar. Tendo ainda Geoff Johns, o pai da aclamada fase Rebirth nos quadrinhos, como grande mentor de Liga da Justiça, pensar numa realidade onde este filme se torna um marco já não é tão impossível.

 

Quadrinhos por Beto Menezes

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