Emerson Vasconcelos

CCXP: Social Comics anuncia serviço gratuito

Durante o painel do Social Comics na CCXP 2017, foram divulgadas várias novidades pelo CEO da empresa, João Paulo Sette, para a plataforma brasileira de quadrinhos digitais. O destaque vai para um plano gratuito que ela passará  a oferecer, além de vários novos lançamentos.

Foi divulgado que a versão 3.0 do aplicativo vai ter uma modalidade de conta grátis com títulos de parceiros da empresa. A plataforma também vai mudar a cada mês, com atualizações em vários níveis, e não mais uma vez por ano. Além disso, a plataforma terá filtro para crianças e existirão planos de conta com diversos perfis de acesso simultâneos. Outra novidade fica por conta do sistema de leitura, que irá possibilitar vários tipos de visualização, como de página a página e de quadro a quadro, se assemelhando a outros serviços do gênero, como o Comixology.

Para 2018, foram prometidas 236 HQs da editora Valiant e 26 novas HQs de Estranhos no Paraíso. Entre os lançamentos, teremos Rachel Rising de Terry Moore, G.I. Joe, Jem and The Holograms e The Boys, em parceria com a Devir. Além disso, haverá a ampliação das duas linhas de Transformers, a publicação de A Morte de Optimus Prime e também um aumento da linha My Little Pony.

Outro grande anúncio foi relacionado com a parceria com a editora Devir, que agora passa a fechar todos os contratos com direitos digitais. Com isso, todo o material publicado pela Devir impresso sairá também no Social Comics. Já foi prometido que o primeiro capítulo de uma HQ escrita por Greg Rucka deverá sair primeiro na plataforma e somente depois será lançada impressa. O título da HQ não foi revelado.

 


O que Bendis pode fazer pelos jovens heróis da DC?

Com o anúncio da entrada de Bendis na equipe criativa da DC Comics, depois de mais de 17 anos como um dos principais roteiristas da Marvel, rapidamente começaram as especulações a respeito de quais títulos ele pode assumir em sua nova casa. Logicamente os mais ventilados são os mais populares, que ficam entre Liga da Justiça, Superman, Mulher-Maravilha e, o mais especulado: Batman. No entanto, o repertório de histórias de Bendis permite que se pense nele atuando em outros cantos do Universo DC, especialmente quando o assunto são heróis jovens, algo que ele já mostrou que domina na concorrência.

A equipe do Redação Multiverso listou as principais franquias de jovens heróis que podem ser revitalizadas por Bendis. Aliás, é curioso notar que, na lista, a vontade de ver o roteirista atuando no universo do Batman prevaleceu, uma vez que mais da metade dos títulos listados são protagonizados por algum Robin.

Superboy (Kon-El)

Por: Émerson Vasconcelos

Embora o posto de Superboy atualmente esteja ocupado pelo filho do Superman, Jonathan Kent, a DC Comics vem reintroduzindo o conceito do clone Kon-El, que ocupou o manto a partir da década de 1990 e foi peça fundamental tanto na Justiça Jovem de Peter David quanto nos Novos Titãs de Geoff Johns. Atualmente o clone é considerado um personagem que sumiu da cronologia, desde que uma versão futura de Tim Drake chegou ao presente e percebeu que Kon não era lembrado por ninguém. Mesmo assim, a simples menção do jovem herói reascendeu as esperanças dos fãs, que esperam pelo seu ressurgimento desde o início da fase Renascimento. Com o anúncio de Bendis na DC é fácil imaginá-lo assumindo os roteiros de um título solo do jovem herói, que sempre teve um elenco de apoio adolescente e interações muito similares às que o roteirista desenvolveu para Peter Parker começo de Ultimate Spider-Man. A fase de Jeff Lemire no título do Superboy, e o período em que Geoff Johns explorou seus conflitos internos, por ser clone de Superman e Lex Luthor ao mesmo tempo, são sólidas bases para que Bendis possa fazer o que sempre fez de melhor em HQs protagonizadas por jovens heróis.

Justiça Jovem

Por: Émerson Vasconcelos

A equipe que reunia os jovens heróis da DC Comics no final da década de 1990, em uma série desenhada por Todd Nauck e escrita por Peter David, jamais foi esquecida pelos fãs, sendo lembrada com carinho mesmo após sua dissolução em 2005. Prova disso é que a animação baseada na equipe vai ganhar sua terceira temporada, após um longo hiato. Com a DC Enterteinment resgatando o time na versão animada não seria surpresa se ela recuperasse também seu espaço nas HQs. O tom leve, com personagens carismáticos e muitas vezes voltados ao humor lembra a dinâmica que Bendis estabeleceu para sua versão dos Guardiões da Galáxia. Somando esta experiência à já citada maestria do roteirista para tratar de jovens heróis, o escritor seria uma escolha perfeita para reestruturar a equipe.

Titãs

Por: Jonathan Nunes

Depois da mais recente fase de Bendis nos Jovens X-Men, imaginar o roteirista guiando uma nova fase do mais famoso grupo jovem da DC Comics não seria algo surpreendente. Além disso, a revitalização que Bendis promoveu em personagens clássicos da Marvel, vista no universo Ultimate da editora, talvez seja exatamente o que os Titãs precisam para voltar a ter destaque em novas e grandiosas aventuras, visto que os títulos protagonizados pelos jovens heróis não tem sido, nem de longe, o mesmo sucesso de público e crítica que costumavam ser antes da fase Novos 52.

Asa Noturna

Por: Jonathan Nunes

É provável que entre todos os Robins que já permearam as revistas do Batman, Dick Grayson seja o que mais fez sucesso entre o público tanto como o garoto prodígio, quanto com a identidade heroica que veio a assumir na luta solo ao crime, Asa Noturna. Porém, talvez o que ainda falte para o vigilante sejam histórias com mais profundidade e consequências, dois fundamentos que já foram vistos em diversos trabalhos de Bendis ao logo de sua trajetória nos quadrinhos. Histórias como Powers, e a própria fase do Demolidor e do Cavaleiro da Lua na Marvel, são bons exemplos disso. Ver Bendis explorando a persona de Dick Grayson em todas as suas facetas, pode ser a receita certa para um grande clássico do personagem – ainda mais se a parceria com Alex Maleev se repetir em um possível título vindouro.

Flash (Wally West)

Por: Leonardo Mello de Oliveira

Wally West se consolidou como o Flash definitivo para muitos fãs através da lendária fase de Mark Waid à frente do personagem nos anos 90. Muito disso se deu devido à personalidade carismática de Wally desenvolvida por Waid, mostrando um herói de legado que vai crescendo aos poucos. Bendis tem trabalhado com personagens de legado ultimamente, com suas criações próprias Miles Morales (Homem-Aranha) e Riri Willians (Ironheart), e mostrou que tem domínio sobre narrativas que envolvem o amadurecimento dos protagonistas. Além disso, Bendis consegue construir personagens jovens e carismáticos, que ganham o coração do público. Uma revista solo do Wally clássico nas mãos do escritor seria a oportunidade ideal de desenvolver melhor o novo Flash dentro do atual universo DC, além de apresentá-lo para uma nova geração de leitores e desenvolver toda a capacidade de um dos heróis mais adorados pelos leitores.

Robin Vermelho

Por: Leonardo Mello de Oliveira

Sendo o Robin preferido de muitos fãs e ganhando cada vez mais destaque dentro da trama maior do Universo DC, Tim Drake sem dúvida carregaria sem problemas uma revista própria com aventuras solo. Bendis tem experiência com heróis adolescentes  e geniais, visto sua larga fase à frente do Homem-Aranha Ultimate. Aliado a isso, sua capacidade em escrever histórias urbanas e de detetive como poucos, provada em obras como Alias e Demolidor, seria perfeita para desenvolver todo o potencial narrativo do Robin Vermelho. Focando de um lado nas tramas e dúvidas do lado jovem de Tim e de outro no lado obscuro das ruas protegidas pelo herói, Bendis aliaria duas de suas maiores qualidades como escritor de quadrinhos.Tim é considerado um detetive tão bom quanto o próprio Batman, e Bendis é a escolha ideal para resgatar esse conceito, que vem sendo pouco explorado nos últimos tempos.

Robin (Damian Wayne)

Por: Lucas Gonçalves

Um personagem que cairia como uma luva para Brian M. Bendis é o atual Robin, Daiman Wayne, filho de Bruce Wayne com Talia Al Ghul. Extremamente habilidoso, mas rabugento e orgulhoso, Damian é a oportunidade perfeita do Bendis não só usar seus diálogos bem humorados e inteligentes, como explorar todo o legado e a família do Batman, enriquecendo e expandindo a história do Robin criado por Grant Morrison e Andy Kubert. Outro aspecto de Damian que Bendis pode abordar é o dilema de ser o filho do Cavaleiro das Trevas e o neto de um de seus piores inimigos, o tirano Ra’s Al Ghul. Como é a vida de uma criança que foi treinada desde a infância para se tornar um guerreiro assassino e, depois, o futuro herdeiro do manto do Batman?

Besouro Azul (Jaime Reyes)

Por: Leonardo Mello de Oliveira

Jaime Reyes, o atual Besouro Azul, é um estudante de descendência mexicana que combate o crime usando uma armadura alienígena e, de quebra, conta com a ajuda de Ted Kord, um herói/cientista aposentado que já usou o título de Besouro Azul. Se você prestar atenção, verá que Jaime Reyes é quase uma junção dos últimos trabalhos do Bendis na Marvel: Homem Aranha Miles Morales, Guardiões da Galáxia e Coração de Ferro, sendo que o autor sabe como usar a seu favor temas como representatividade, heróis tecnológicos e a importância do legado. Um outro ponto a favor de Bendis no título é a volta de Ted Kord no universo DC. Mesmo não tendo indícios da existência da Liga Cômica na atual cronologia da DC, Bendis pode muito bem trazer de volta a amizade hilária de Ted com Michael Carter, o Gladiador Dourado, um dos elementos fundamentais dessa fase tão querida e engraçada. A HQ do Besouro Azul é uma ótima porta de entrada, e um belo desafio, da DC para Bendis.


Anunciado ator que vai viver Billy Batson em Shazam!

O site Hollywood Reporter anunciou nesta segunda-feira, 6, que Asher Angel, um dos protagonistas do seriado Andi Mack, da Disney Channel, vai interpretar Billy Batson no filme Shazam!, que tem data de lançamento prevista para 2019 pela DC Enterteinment.

A história do super-herói se concentra em um menino chamado Billy Batson, que pode se transformar em um super-herói adulto, proferindo a palavra mágica Shazam!. O nome é um acrônimo dos deuses do mundo antigo e figuras históricas Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio, dos quais Batson deriva seus atributos heróicos.

Shazam tem direção de David F. Sandberg e roteiro de Henry Gayden e Darren Lemke. Zachary Levi vai interpretar o super-herói em sua forma adulta.

 


The Walking Dead da Panini terá formato diferente da versão HQM

Para desespero dos colecionadores que prezam por alinhamento de lombadas e padrão de identidade visual de suas coleções, o acabamento dos encadernados de The Walking Dead anunciados pela Panini não seguirão o mesmo formato que era seguido pela HQM.

Embora a Panini tenha anunciado que lançará a partir do volume 1 e, paralelamente, também a partir do ponto em que a HQM parou nos encadernados, muda tanto o formato quanto o título. Enquanto a HQM usava o formato 16,5x24cm, a Panini apostará no tamanho 17,26cm, o tradicional formato americano. O logotipo impresso na capa e na lombada também muda, uma vez que sai a versão nacional Os Mortos-Vivos e entra The Walking Dead.

A HQM chegou a lançar 48 edições mensais da série, em formato americano e com o título original, depois do sucesso da série de TV. No entanto, na época, manteve os volumes seguintes dos encadernados com o título traduzido, justamente para não causar transtornos aos fãs que acompanharam desde 2006 com a marca em português

The Walking Dead, a HQ que inspirou o seriado de TV, foi criada por Robert Kirkman e contou com Tony Moore como primeiro desenhista, sendo atualmente ilustrada por Charlie Adlard.

Os primeiros encadernados de The Walking Dead pela Panini tem previsão de lançamento para dezembro, na CCXP – Comic Con Experience 2017.


Filmes de heróis precisam seguir fórmula ou gênero?

Não é pecado pensar nos filmes de super-herói como um gênero cinematográfico, mas ignorar outras possibilidades para lidar com estas franquias é o caminho mais rápido para que o tema caia na repetição e logo cause um enjoo nos espectadores. O gênero super-herói pode sim ser constituído nos cinemas, mas até que ponto vale se apegar a ele? A temática permite que se trabalhe em diversos gêneros, sem necessidade de se encaixotar em uma fórmula única.

Até o momento, o que se vê são filmes que seguem três caminhos claros. Um deles começou em 1978, com o Superman de Richard Donner, e mostra um herói, ou grupo de heróis, que lida com um a ameaça e precisa sair de sua zona de conforto para enfrentá-la. Essa forma seria a base de um suposto gênero de super-heróis. Já vimos ela ser flexionada em dois formatos, um deles flerta com o drama, e foi este o usado em Superman – O Filme, por isso será chamado aqui de “fórmula Donner”. Os primeiros cinco filmes do Homem-Aranha produzidos pela Sony, por exemplo, seguem esta vertente.

O segundo caminho é o flerte com o humor, que teve tentativas fracassadas em Batman Eternamente e Batman & Robin, mas que encontrou o sucesso nas incursões da Marvel Studios e, por isso, é amplamente conhecido como “fórmula Marvel”.

Já o terceiro caminho, na verdade, é um leque de múltiplos caminhos, e, por isso, não pode ser rotulado, já que se entrelaça com vários gêneros e seriam filmes com super-heróis, mas não necessariamente seguiriam as fórmulas básicas. São os casos da trilogia Batman de Christopher Nolan e de filmes como Deadpool, Logan e, ao que parece Novos Mutantes. É justamente a existência desta terceira via, e a consistência das produções que se encaixam nela, que mostra que os super-heróis não precisam ficar presos a um único gênero e, muito menos, a uma ou duas fórmulas que o integram.

Fórmula Donner

A fórmula Donner reinou absoluta até a primeira década do século 21. As tentativas dos estúdios de se distanciar dela derraparam entre as décadas de 1980 e 1990, enquanto aquelas que apostaram no desenvolvimento dos conflitos do herói foram, com mais frequência, sucessos de bilheteria. Não raramente a vida amorosa dos protagonistas na fórmula Donner é conturbada.

A identidade secreta é uma constante e, com ela, a preocupação de manter seguras aquelas pessoas que o protagonista ama. Enquanto isso, a escalada de maldades do vilão faz com que o herói coloque sua própria vida, ou identidade secreta, em risco. Por padrão, isso resulta em sofrimento e desenvolvimento dramático.

Claro que algumas produções falharam miseravelmente em seguir esta fórmula, e filmes como Demolidor, Elektra e os filmes do Homem-Aranha dirigidos por Mark Webb são exemplos disso. Atualmente o universo cinematográfico da DC Comics tem apostado novamente neste terreno com frequência. O Homem de Aço e Mulher-Maravilha seguem à risca a estrutura da fórmula Donner, com o drama em primeiro plano e o humor entrando timidamente para quebra de tensão ou para pontuar característica de personalidade de algum personagem, seja ele principal ou não. Já Batman v. Superman pode ter problemas de montagem e de roteiro, mas o básico da fórmula Donner está ali, com a ameaça que motiva cada herói e o foco, inegavelmente exagerado nesse caso, no drama.

Fórmula Marvel

Embora a Marvel não tenha inventado a roda do sucesso para os filmes de super-herói, foi ela que conseguiu lapidar a fórmula tentada pela Warner nos anos 90 e fazê-la agradável para toda a família. No meio dos absurdos cometidos pelo diretor Joel Schumacher nos filmes do Batman, era clara a intenção de trazer a diversão para o universo dos heróis. Época errada, personagem errado, dose errada e piadas erradas, mas ainda assim uma tentativa válida. A existência destes filmes de Schumacher serviu para que Fox, Sony e Warner evitassem a proximidade demasiada de suas franquias com o humor.

Já a Marvel, por outro lado, preferiu não se intimidar e se aventurou lançando Homem de Ferro com muito humor na fórmula, mas um humor melhor distribuído e com piadas que funcionavam e eram verossímeis. Vale pontuar, no entanto, que no mesmo ano a mesma Marvel lançou O Incrível Hulk, totalmente calcado na fórmula Donner. A empresa conhecia os riscos de se aventurar em uma fórmula que já tinha sido rejeitada nos filmes do Batman e, possivelmente por isso, resolveu arriscar apenas em uma das produções. Claro que os absurdos estéticos e de diálogos dos filmes de Schumacher nunca foram seguidos pela Marvel, a semelhança está apenas na intenção de se fazer humor dentro do embate herói versus vilão.

De 2008 a 2017 a Marvel raramente se afastou de sua fórmula, o que garantiu muitos sucessos de bilheteria e uma consolidação de marca. Essa consolidação é tamanha que permitiria ao estúdio arriscar em outros formatos com certa frequência, mas até agora só vimos uma desviada de curso em Capitão América – Soldado Invernal, que se aproximou da fórmula Donner. No entanto, a preferência tem sido pisar em terreno conhecido e até mesmo personagens que, em essência, clamam por uma abordagem dramática, acabam ganhando um tom leve e, às vezes, cômico. Quem imaginaria uma abordagem bem humorada do Thor ou do Doutor Estranho em alguma mídia antes da implementação da fórmula Marvel?

Paralelamente, quem se aventurou a produzir filmes tentando seguir a fórmula Marvel fora da Marvel Studios até agora só cometeu gafes. Motoqueiro Fantasma 2, da Sony, beira o abismo (ou talvez caia nele) com suas tentativas falhas de piadas. A DC tentou duas vezes, com Lanterna Verde e depois com Esquadrão Suicida e é quase impossível determinar qual dos dois falhou mais.

Terceira via

A terceira via, que consiste basicamente em não enquadrar o filme em um “gênero super-herói” e sim buscar fórmulas estruturais de outros gêneros para produzir um conteúdo com super-heróis também começou falha. Superman 3 nada mais era do que uma comédia de Richard Pryor, com um super-herói. Só que se a fórmula Marvel permite que elementos de humor sejam incorporados em qualquer herói, desde que as piadas funcionem, não é bem assim quando se tenta incorporar o herói em um outro gênero, seja ele de comédia ou qualquer outro. Uma comédia do Superman não consegue ser nada além de ridícula, afinal, consiste em satirizar um personagem tradicionalmente sério. Só que a mesma estratégia, com o personagem correto inserido no gênero correto, pode render ótimos filmes.

A trilogia Batman de Christopher Nolan absolutamente abandona a necessidade de mostrar um filme de super-herói e se foca na estrutura de outros gênrros. Batman Begins é um filme policial que foca no combate à máfia e à banda podre da própria corporação, enquanto naquela Gotham City um herói surge, e luta com um vilão que vê a podridão da cidade como algo irreversível. A vitória de Batman não resolve os problemas apresentados no filme, apenas dá a Gordon a chance de seguir a limpeza da polícia e da cidade. Em O Cavaleiro das Trevas mais uma vez vemos um filme policial, focado dessa vez no lado humano do tira que quer se aposentar (Bruce Wayne) para viver um grande amor e no tira que quer assumir a limpeza da cidade (Harvey Dent), enquanto nenhum dos dois está preparado para enfrentar um mal diferente (Coringa). No fim, ambos pagam caro por quererem assumir um papel que não podem. O Cavaleiro das Trevas Ressurge, então, é um filme sobre como uma lenda pode inspirar um povo a conquistar a liberdade. Poderia ser um filme do Rei Arthur, mas, por acaso, é do Batman.

A Fox acertou em cheio duas vezes na inserção de heróis em outros gêneros. Deadpool é uma comédia e uma grande comédia sobre… super-heróis. O personagem sempre teve uma veia cômica e a sua tendência a quebrar a quarta parede possibilitou um filme que está para os super-heróis como Todo Mundo em Pânico está para o terror. Até mesmo a grande batalha final é uma paródia de outros filmes. A própria escolha do ator Ryan Reynolds leva a piadas sobre suas participações terríveis em filmes anteriores de super-heróis. Deadpool + Ryan Reynolds eram os elementos perfeitos para uma comédia.

Já no segundo acerto, a Fox trabalhou todo o marketing de Logan como um filme de estrada e entregou algo além disso. O que foi entregue nas telas misturou o que já se podia prever pelos trailers com um clima de western futurista e rendeu possivelmente o melhor filme com heróis de 2018. No caso de Logan vale pontuar que o estúdio poderia ter ousado mais. A inserção de uma batalha final com um vilão sem personalidade, típica dos filmes de super-herói, não era realmente necessária, embora não estrague o filme e nem o encaixote no “gênero super-herói”.

Às vezes para se marcar a inserção em um gênero é necessário ser justamente genérico, já nos materiais de divulgação, que incluem cartazes e trailers. Quem acusa Thor Ragnarok de parecer uma comédia pastelão nos trailers ou Novos Mutantes de ter um “trailer genérico de terror”, só está constatando as marcas que os estúdios quiseram evidenciar. A Marvel parece, pela primeira vez, estar indo além do gênero super-herói e abraçando o gênero comédia. Enquanto isso, a Fox segue suas experimentações e faz questão de deixar isso evidente quando lança o trailer dos mutantes mais jovens em uma sexta-feira 13, abusando dos clichês do gênero terror.

Afinal, super-herói é gênero?

Como tentei deixar claro no decorrer de todo este texto e resumo aqui, super-herói pode ser um gênero e dentro deste gênero cabem seus clichês e suas fórmulas. No entanto, este pode ser o caminho mais curto para uma saturação. O que acredito é que sim, em poucas décadas, talvez até menos de uma década, as fórmulas estarão desgastadas e veremos muito mais filmes de outros gêneros com super-heróis do que vemos hoje. Se os estúdios insistirem nas fórmulas, o risco real é de uma diminuição drástica do número de filmes, devido à saturação. Isso já aconteceu antes, quando o western se focava basicamente em mocinho versus bandido ou caubóis versus índios, em um cenário rico que poderia ter abrigado infinitos gêneros. O encaixotamento dos super-heróis em um gênero próprio é artificial, já que com eles é possível operar em qualquer tipo de história e isso já foi provado recentemente pelos exemplos citados.


Grant Morrison volta ao universo do Batman

Grant Morrison vai se juntar a Scott Snyder, Joshua Williamson e James Tynion IV no roteiro do especial Dark Knights Rising: The Wild Hunt, um tie-in de Dark Nights: Metal. O lançamento da edição está programado para fevereiro e a participação do escocês como co-roteirista foi confirmada por Snyder através de sua conta no Twitter.

A presença de Morrison no projeto não era anunciada, mas não chega a surpreender. Barbatos, o grande vilão de Dark Nights: Metal, apareceu pela última vez durante a fase em que o escocês escreveu o Homem-Morcego. Depois que Darkseid o enviou Batman de volta no tempo para destruir o presente, Bruce Wayne foi salvo com a ajuda de seus amigos, mas a energia residual do processo deu origem a Barbatos.

Dark Knights Rising: The Wild Hunt foi anunciado no início deste mês e terá Doug Mahnke e Ivan Reis trabalhando na arte. A sinopse menciona que os Cavaleiros das Trevas procuram parar um improvável time de heróis de DC, enquanto também promete revelar o papel dos Homens Metálicos, que estiveram ausentes até agora na fase Renascimento da DC Comics.

 

 


Lanterna Verde vai se ajoelhar perante Zod em janeiro?

Na edição #37 de Hal Jordan and The Green Lantern Corps, uma investigação liderada por Hal Jordan leva a Tropa dos Lanternas Verdes a um confronto direto com o kryptoniano General Zod, visto pela últimas vez recentemente nas páginas de Action Comics. A HQ, escrita por Robert Venditti e desenhada por Rafa Sandoval e Jordi Tarragona, tem previsão de lançamento para o dia 24 de janeiro de 2018. A revista traz a parte um do arco Power of Zod, que teve as seguintes capa e sinopse liberadas pela DC Comics:

Após uma recente batalha com Superman em Action Comics, o general Zod se recupera enquanto toma o controle de um mundo pequeno e subdesenvolvido. Quando Hal Jordan investiga, estabelece o caminho para um confronto entre o guerreiro de Krypton e os Lanternas mais corajosos e brilhantes da Tropa.


Trindade da DC Comics se une na busca por Themyscira

Em janeiro o escritor James Robinson, atual roteirista do título próprio da Mulher-Maravilha, assume a mensal Trinity, ao lado do desenhista Patch Zircher, para o arco No Home for you Here, centrado na busca da princesa amazona pelo seu lar.

A parte um No Home for you Here será publicada em Trinity #17, que tem previsão de lançamento para o dia 17 de janeiro. Na trama, Batman e Superman embarcam em uma missão para ajudar a Mulher-Maravilha a reencontrar Themyscira, mas encontrar a terra perdida de Diana é mais difícil do que estes três heróis esperavam. Durante a jornada, um chamado de socorro de um navio próximo acaba por ser mais do que parece, e a Trindade se encontra abandonada na terrível ilha de Skartaris. Para encontrar o caminho de volta para casa, nossos heróis terão que superar Deimos, que não vai medir esforços para isolar Skartaris do resto do mundo para sempre.


Superwoman é cancelada pela DC Comics

As solicitações das edições de janeiro de 2018, reveladas pela DC Comics nesta segunda-feira, 16, revelam que a série mensal Superwoman chega ao seu final na edição #18. Este é o primeiro título cancelado na fase Renascimento da editora. A HQ tem previsão de lançamento para 18 de janeiro, com roteiro de K. Perkins e arte de Stephen Segovia e Art Thibert. A edição traz a conclusão do arco The Midnight Hour.

A Superwoman é Lana Lang e a origem de suas habilidades é nebulosa. Originalmente ela ganhou os poderes da versão Novos 52 do Superman, no momento da morte do herói. Lana e a versão Novos 52 de Lois Lane foram atingidas por rajadas de energia e se tornaram superpoderosas, pouco tempo depois Lois morreu e Lana se tornou a única Superwoman. No entanto, com as mudanças cronológicas ocorridas na saga Superman Reborn, que fundiu as versões pré e pós-Flashpoint do Homem de Aço e de Lois Lane, a origem da Superwoman mudou, o que tornou suas histórias confusas. Lana buscou respostas nas últimas edições do título, mas as explicações deixaram os fãs ainda mais confusos, pois os poderes foram atribuídos primeiro a uma exposição à Kryptonita Vermelha e depois foi dito que ela sempre teve poderes latentes.


NYCC: James Tynion IV fala sobre o paradeiro do Superboy clone

Durante o painel focado nas revistas do Batman na New York ComicCon o roteirista James Tynion IV surpreendeu ao revelar que quem espera saber o que aconteceu com o Superboy clone (também conhecido como Kon-El e Conner Kent) deve ficar de olho nas próximas edições. Ele não especificou de que título seriam estas próximas edições, mas é provável que ele esteja falando de Detective Comics, HQ roteirizada por ele e centrada atualmente no retorno de Tim Drake, melhor amigo de Conner. Esta é a primeira vez que alguém ligado à DC fala oficialmente sobre o personagem desde o início da fase Renascimento.

Kon-El não dá as caras desde o início da fase Renascimento e mesmo na fase Os Novos 52, a versão apresentada em nada lembrava o herói que tinha uma grande base de fãs antes do reboot de 2011. Recentemente, em Action Comics, o Superman acessa duas memórias através dos cristais da Fortaleza da Solidão e, nas imagens mostradas, a saga O Retorno do Superman é relembrada sem nenhuma menção ao Superboy, que foi peça fundamental no arco. Esta história chegou a levantar dúvidas se o Superboy que antecedeu Jon Kent realmente fazia parte da cronologia atual.


Redação Multiverso é o site colaborativo de produção de conteúdo sobre quadrinhos
da Produtora Multiverso, em uma iniciativa paralela e complementar à realização da
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