Leonardo Mello de Oliveira

SDCC: Sequência de Asilo Arkham terá Damian como Batman

Durante o painel da DC Comics na San Diego Comic-Con, o roteirista Grant Morrison anunciou que está trabalhando numa sequência de sua aclamada graphic novel Asilo Arkham: Uma Séria Casa em um Sério Mundo. A HQ irá contar com os desenhos de Chris Burnham, colaborador frequente de Morrison. Agora foi revelado que a história irá se passar no universo futurista apresentado pelo escritor em Batman #666, onde Damian Wayne atua como Batman.

Na realidade criada por Morrison, Damian é um Batman cruel e assassino que, para se tornar o herói que Gotham necessitava, fez um pacto com o diabo e adquiriu poderes sobrenaturais, como um fator de cura. A Gotham City futurista ainda foi desenvolvida por Morrison em Batman #700 e Batman, Incorporated #5, desenhada por Burnham. Andy Kubert também explorou a criação do roteirista, em sua minissérie Damian: Son of Batman.

Arkham Asylum 2 está programada para sair em uma edição de 120 páginas, ainda sem data de lançamento anunciada.


SDCC: Lemire e Ivan Reis em nova equipe da DC

Após um período como exclusivo da Marvel Comics, Jeff Lemire retorna à DC Comics para escrever um dos novos títulos da linha Dark Matter. Ao lado do desenhista brasileiro Ivan Reis, Lemire assume a nova equipe de super-heróis The Terrifics, que conta com Sr. Incrível, Metamorfo, Homem Borracha e Etérea.

A equipe havia aparecido dentro do teaser com os personagens que compõem a nova linha de quadrinhos da editora, que chega após os eventos de Dark Nights: Metal. Em destaque, o retorno do Homem Borracha ao atual Universo DC, visto que o personagem não aparecia desde o reboot dos Novos 52.

Não por acaso, os membros do time possuem habilidades que remetem aos heróis do Quarteto Fantástico: um cientista, um homem que se estica, um brutamontes desfigurado fisicamente e uma garota com poderes de intangibilidade. Segundo Lemire, seu objetivo com a revista é recapturar a sensação da fase clássica de Stan Lee e Jack Kirby na revista da família fundamental da Marvel Comics.


SDCC: Mark Waid reassume o Capitão América

O escritor Mark Waid e o desenhista Chris Samnee formam a equipe criativa por trás da nova revista do Capitão América após os eventos de Secret Empire. A revista será renumerada para seguir a numeração do volume um, retornando em #695, dentro da iniciativa Marvel Legacy. Aparentemente, também será o retorno de Steve Rogers como um herói dentro do Universo Marvel.

Segundo Waid, na nova HQ teremos um Steve Rogers disposto a ouvir as pessoas sobre como elas se sentem sobre ele e o que querem dele a partir de agora. A editora Alanna Smith classificou a série como um retorno ao lar para muitos leitores.

Apesar de não estar dentro das 52 revistas anunciadas na primeira divulgação da iniciativa Marvel Legacy, a volta à numeração original pressupõe que a HQ segue os preceitos da nova empreitada editorial, além do fato da editora ter prometido um 53º título surpresa.


SDCC: DC revela detalhes de The Doomsday Clock

Durante seu painel na San Diego Comic Con, Geoff Johns revelou novos detalhes sobre sua minissérie The Doomsday Clock, prevista para novembro deste ano. Foram divulgados alguns painéis de Gary Frank para a HQ, além da confirmação de que a revista terá duração de 12 edições.

Iniciando em 22 de novembro, a HQ irá finalizar em dezembro de 2018, pulando os meses de março e agosto do mesmo ano. A história inicia um ano no futuro do Universo DC, mas, até o seu término, as demais revistas de linha estarão no mesmo período de tempo da série.

Johns descreveu a HQ como uma história para o nosso tempo que traz os maiores heróis e vilões do Universo DC juntos com as misteriosas forças do Universo de Watchmen. O roteirista também confirmou que a série será focada no Superman e no Dr. Manhattan e afirmou que um dos momentos mais interessantes para ele é o encontro entre os dois personagens mais inteligentes de cada universo, sendo o da DC, o vilão Lex Luthor.

Doomsday Clock #1 tem lançamento para 22 de novembro de 2017, um dia antes do feriado de Ação de Graças americano. A data tem um significado especial para Johns, que, quando jovem, voltava da escola para casa neste dia com os últimos quadrinhos para ler e discutir com seus amigos.


SDCC: Johns confirma que Dr. Manhattan roubou o tempo da DC

Durante seu painel na San Diego Comic Con, Geoff Johns confirmou que o Dr. Manhattan é o responsável pelo tempo roubado da cronologia da DC Comics, mistério que foi iniciado com a iniciativa Renascimento em DC Universe: Rebirth #1. Além disso, Johns divulgou alguns painéis de Gary Frank para The Doomsday Clock, próximo trabalho da dupla que pretende revelar maiores detalhes sobre a participação de Manhattan no Renascimento.

Segundo Johns, a revelação não ocorreu logo de início para evitar que o foco no retorno de Wally West fosse perdido. O personagem terá um papel importante em Doomsday Clock, que, de acordo com o escritor, deve ter seu plot revelado desde a primeira página da primeira edição.

Doomsday Clock tem previsão de lançamento para novembro deste ano.


Batman e Sombra se unem em novo crossover

Após a minissérie que uniu os dois grande ícones dos quadrinhos em abril, Batman e Sombra voltam a se encontrar em um novo crossover, programado para sair outubro em deste ano pela Dynamite Entertainment. Shadow/Batman será dividida em seis edições e tem Steve Orlando nos roteiros e Giovanni Timpano na arte.

Foram divulgadas as capas de David Finch, Dustin Ngyen, Alex Ross, Brandon Peterson, Howard Porter, Bill Sienkiewics, Ethan Van Sciver e Giovanni Timpano para o primeiro número da HQ, algumas páginas de preview e uma breve sinopse.

Segundo a sinopse divulgada, os dois personagens terão de deixar de lado suas diferenças e se unir para enfrentar uma antiga ameaça maligna que tem vivido dentro do planeta por séculos, próxima do seu coração.  A HQ continua os eventos do crossover anterior, dessa vez com o Sombra enfrentando seu medos internos, segundo o escritor Steve Orlando.

Através de uma parceria entre DC Comics, Conde Nast e Dynamite Entertainment, a minissérie traz o segundo crossover dos personagens nesse ano. Batman/Shadow foi lançada pela DC em abril de 2017, com roteiros de Steve Orlando e Scott Snyder e desenhos de Riley Rossmo.

Shadow/Batman #1 tem previsão de lançamento para 4 de outubro deste ano.


Reveladas primeiras informações de Batman Lost

Dentre os tie-ins que compõem a saga Dark Nights: Metal, próximo evento da DC Comics, foi anunciado o one-shot Batman Lost, que teve novas informações reveladas nas solicitações de outubro da editora. A HQ tem o roteirista Scott Snyder, arquiteto do evento principal, e os artistas Olivier Coipel e Bengal na equipe criativa e previsão de lançamento para 8 de novembro deste ano.

Poucas informações sobre a história foram divulgadas, apenas que o quadrinho irá mostrar Batman preso no Dark Multiverse, tendo de enfrentar seus maiores medos. Uma arte promocional do desenhista Bengal foi divulgada para promover a HQ:

Batman Lost chega às lojas americanas em 8 de novembro deste ano. O evento principal inicia com Dark Nights: Metal #1, programada para 16 de agosto.


Peter Parker volta ao Clarim Diário em Marvel Legacy

Peter Parker vai voltar às suas raízes quando a revista Amazing Spider-Man iniciar dentro da iniciativa Marvel Legacy. Na edição número #789, com o início do arco The Fall of Parker, veremos Peter perder de vez as Indústrias Parker e voltar ao Clarim Diário, dessa vez em uma posição diferente.

Dan Slott continua como escritor da revista, e conta com Stuart Immonen nos desenhos de The Fall of Parker. Em entrevista ao Entertainment Weekly, Slott afirma que Peter irá retornar ao seu status clássico de vira-lata, com antigos amigos voltando, alguns com novas roupagens. O roteirista diz também que esse é o início para um grande momento que virá com Amazing Spider-Man #800, que deve ser a culminação de todo o seu trabalho com o personagem. Slott não confirmou qual será o papel de Peter dentro do Clarim Diário. Afirmou apenas que não será como fotógrafo.

Amazing Spider-Man #789 tem previsão de lançamento para o último trimestre desse ano.


Lanterna Verde terá graphic novel da linha Terra Um

A linha de graphic novels Terra Um, da DC Comics, irá apresentar uma nova abordagem para a origem de Hal Jordan, o Lanterna Verde. Com roteiros do cartunista Gabriel Hardman, que conta com a colaboração de Corinna Bechko, e arte de Jordan Boyd, a HQ está programada para março de 2018.

Com  um novo olhar para a origem do icônico Lanterna Verde Hal Jordan, a história irá apresentar o personagem como um astronauta da empresa Ferris Galactic, e tem início com a morte de toda a Tropa dos Lanternas Verdes pelas mãos dos Caçadores Cósmicos. Hal terá a responsabilidade de reiniciar o grupo de policiais do espaço.

Os autores prometem uma HQ com fortes influências de ficção científica. Segundo Bechko, as habilidades tanto de piloto quanto de cientista de Hal Jordan serão exploradas, com uma abordagem dos poderes do anel energético de uma perspectiva científica.

Hardman já trabalhou nos storyboards de vários filmes de ficção científica, entre eles, Interstellar. Junto a Bechko, já escreveu HQs de Star Wars e a autoral Invisible Republic.

Green Lantern: Earth One será mais um dos títulos da linha Terra Um, que apresenta novas origens para personagens icônicos da DC Comics, que se passam em uma realidade alternativa. Entre as revistas já lançadas, estão HQs do Superman, Batman, Mulher-Maravilha e Jovens Titãs. A nova graphic novel tem previsão de lançamento para 20 de março de 2018.


10 HQs para conhecer o Homem-Aranha

Com mais de 50 anos de história, o Homem-Aranha passou por diversas fases diferentes nos quadrinhos. Entre clássicos e polêmicas, o personagem conseguiu manter sua alta popularidade até hoje, se consolidando como um dos super-heróis mais queridos ao redor do mundo.

Com a chegada de mais um filme do Cabeça de Teia, separamos 10 HQs para quem quer se preparar antes de ir ao cinema ou também para quem se interessou pelo Amigão da Vizinhança depois de conhecê-los nas telonas:

Era Stan Lee/Steve Ditko

A dupla que criou o herói permaneceu unida no título por 38 edições e mais dois anuais. Nessa fase, muitos dos mais importantes conceitos da mitologia aracnídea foram criados, desde o plot básico de uma aventura comum do Aranha a praticamente todos dos seus mais icônicos vilões e coadjuvantes. As histórias são simples, mas muito bem escritas e desenhadas. Nesta fase, uma edição era quase um one-shot, apresentando geralmente uma história fechada com um vilão principal. É nesse run que vemos claramente as duas faces de Peter Parker, uma como um adolescente mais soturno e apático (muito influenciado pelas ideias de Ditko) e a outra como um super-herói alegre, sua real persona, quem ele queria ser sem as amarras sociais que o impediam. A fase foi publicada de maneira bem picotada no Brasil, sendo que as últimas vezes que saiu por aqui foram nos primeiros volumes da Coleção Histórica Marvel do Homem-Aranha. Mais difícil de encontrar, a Biblioteca Histórica Marvel publicou o material na íntegra, em 4 volumes de luxo.

Com Grandes Poderes…

Escrita por David Lapham e desenhada por Tony Harris, Com Grandes Poderes… foi uma minissérie do selo Marvel Knights, portanto, não é considerada canônica oficialmente. Ela mostra um outro lado da origem do Aranha, geralmente pouco explorado. O foco se dá no período em que Peter atuou como lutador de luta livre na TV, quando ainda estava aprendendo sobre seus poderes e o Tio Ben era vivo. É muito interessante a abordagem dada ao personagem, mostrando um Peter Parker arrogante e egoísta, ainda sem sua filosofia de que com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. É a caracterização precisa de um adolescente que viu uma oportunidade de não ser mais o perdedor, de extrapolar e descarregar o peso de anos de bullying e exclusão. É claro que há a preocupação em ajudar os tios com o dinheiro que ganha, mas o importante na história é mostrar como o peso da tragédia com o Tio Ben foi importante para o surgimento do super-herói Homem-Aranha. Publicada pela Panini em 2010, a minissérie está programada para voltar às bancas dentro da Coleção Definitiva do Homem-Aranha, da Salvat.

Como Era Verde o Meu Duende

Publicada entre as edições #39 e #40 de The Amazing Spider-Man, este é um dos mais intensos combates do Aranha com seu pior inimigo, o Duende Verde. Nela, pela primeira vez é revelado que Norman Osborn era o sádico vilão. Da mesma forma que Peter descobre a identidade do Duende, Osborn descobre a do Homem-Aranha, o que os leva a uma batalha não apenas física, mas também psicológica, já que Peter era amigo de Harry Osborn, o filho de Norman. Apesar de curto, o arco foi um ponto de virada na história do herói, alterando sua relação com o Duende para sempre e consolidando o vilão como um dos mais perigosos nêmeses do Aranha. Com os roteiros sempre inspirados de Stan Lee e arte de John Romita, estreando no título, a história saiu no Brasil pela última vez dentro da edição nº 1 da Coleção Histórica Marvel do Homem-Aranha.

Homem-Aranha Nunca Mais

Sempre dividido entre sua vida civil e sua atividade heroica, Peter simplesmente desiste de ser o Homem-Aranha, decidido a se dedicar a família e aos estudos. No entanto, ele se vê na berlinda quando um novo e poderoso vilão aparece na cidade, se tratando nada mais, nada menos do que o Rei do Crime. Uma das mais icônicas histórias do herói, Homem-Aranha Nunca Mais foi publicada nas edição #50-52 de sua revista, mais uma vez pelas mãos de Stan Lee e John Romita. Levando Peter ao seu extremo, a HQ mais uma vez expõe a importância dos princípios do herói, como o Homem-Aranha vê seu papel no mundo e como é necessário que ele atue como herói, mesmo que tenha que sacrificar muitas coisas no processo. A história foi republicada várias vezes no Brasil, sendo a última na Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, da Salvat, e na edição nº 6 da Coleção Histórica Marvel do Homem-Aranha, pela Panini.

A Noite em que Gwen Stacy Morreu

Um ponto de virada não somente para o cânone do Homem-Aranha, mas para toda a história dos quadrinhos, a morte da namorada de Peter e personagem amada dos leitores é considerada por muitos o maior clássico do herói de todos os tempos. Tendo de enfrentar a culpa pela morte do pai de Gwen, o Capitão George Stacy, pelas mãos do Doutor Octopus, e os problemas com drogas de seu amigo Harry, Peter chega ao seu extremo depois que o Duende Verde sequestra Gwen. Mesmo tentando impedir o pior, a garota morre na queda da ponte do Brooklyn, levando Peter a reviver um dos seus maiores traumas. Cego pela raiva, o Aranha vai em busca de vingança contra Norman Osborn. Um final surpreendente com uma das cenas mais bonitas já feitas em HQs de super-heróis fecha a história com chave de ouro. Saiu originalmente em The Amazing Spider-Man #121-122, com os roteiros de Gerry Conway e arte de Gil Kane e John Romita. O clássico foi republicado recentemente na Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, da Salvat, e na edição nº 1 da Coleção Histórica Marvel do Homem-Aranha, pela Panini.

Homem-Aranha: Azul

Parte da trilogia das cores do escritor Jeph Loeb e do desenhista Tim Sale, Homem-Aranha: Azul é uma minissérie em seis edições que traz uma grande homenagem à fase de Stan Lee e John Romita no título do Homem-Aranha. Nela, vemos Peter nos dias atuais, casado com Mary Jane e relembrando dos momentos que passou com Gwen na juventude. Ele narra e grava suas memórias em fitas, enquanto vemos várias passagens dos primeiros anos do Aranha, como seus conflitos contra vilões como Duende Verde, Lagarto, Abutre, Rino, Kraven, entre outros. Também vemos sua vida particular, as reuniões com os amigos e a relação com a Tia May, além do triângulo amoroso que começava a formar com Gwen e Mary Jane. Tim Sale se apropria do traço charmoso de Romita Sr., mantendo suas marcas registradas, mas trazendo o frescor jovem que Romita passava com sua arte. Uma história extremamente emocional, uma carta de amor aos anos de ouro do Homem-Aranha. Foi republicada dentro da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, da Salvat.

A Morte de Jean DeWolff

A relação do Homem-Aranha com a morte talvez seja uma das mais exploradas no universo dos super-heróis. Apesar de sua filosofia o manter como um herói correto e sempre presente, ela também faz com que suas falhas sejam sempre um peso grande demais para ser carregado. Talvez por isso, histórias que envolvem a morte de inocentes tenham um peso tão grande para Peter. Não foi diferente com o caso da capitã de polícia Jean DeWolff, assassinada misteriosamente. DeWolff era uma das poucas pessoas que apoiavam o Homem-Aranha, e sua morte o levou a uma intensa investigação para descobrir quem era o assassino de sua amiga. Uma trama simples, mas ao mesmo tempo instigante, que testou a moral de Peter mais de uma vez. A história conta ainda com o Demolidor e com Electro, em importantes participações. Publicada originalmente entre as edições #107-110 de Peter Parker, The Spectacular Spider-Man, a HQ foi o primeiro trabalho profissional do roteirista Peter David, que contou com os desenhos de Rich Buckler. Foi republicada no Brasil pela Panini, em um encadernado de capa cartonada em 2013, e está programada para sair dentro da Coleção Definitiva do Homem-Aranha, da Salvat.

A Última Caçada de Kraven

Sem dúvida uma das mais sombrias histórias do Aranha já produzidas, A Última Caçada de Kraven coloca o Amigão da Vizinhança em um duelo mortal contra Kraven, o Caçador. O roteirista J.M. DeMatteis entrega uma história densa, violenta e de certa forma desagradável de se ver em alguns pontos. A crueldade de Kraven, um vilão até ali pouco explorado, assusta o leitor, e as consequências de seu plano para acabar de vez com o Homem-Aranha são surpreendentes. Os desenhos de Mike Zeck complementam, dando um clima pesado e escuro, perfeito para a caracterização dos protagonistas da HQ desenvolvida por DeMatteis. Publicada em Web of Spider-Man #31-32, The Amazing Spider-Man #293-294 e The Spectacular Spider-Man #131-132, a icônica história saiu recentemente em um encadernado de luxo pela Panini e também foi republicada na Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat.

De Volta ao Lar

Depois de um período complicado de histórias duramente rejeitadas pelo público e pela crítica, era consenso na Marvel que uma renovação nas HQs do Escalador de Paredes era necessária. Para isso, foi chamado o roteirista de TV J. Michael Straczynski, que revolucionou o título ao recontar a origem do Aranha, adicionando conceitos místicos por trás dos poderes aracnídeos de Peter. Também criou um novo e imbatível vilão, o vampiro energético Morlun, e colocou Peter como um professor em sua antiga escola de ensino médio. Um ótimo ponto de partida para qualquer leitor de Homem-Aranha, De Volta ao Lar faz exatamente o que seu título sugere, colocando o Aranha novamente em tramas mais simples, mas não se esquecendo de sempre colocá-lo frente a grandes e novos desafios. A HQ conta ainda com os desenhos de John Romita Jr., em um de seus melhores trabalhos. O arco foi publicado originalmente nas edições de The Amazing Spider-Man (Vol. 2) #30-#35, e saiu no Brasil como a primeira edição da Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat.

Revelações

Dando continuidade ao seu trabalho no principal título aracnídeo, Straczynski e Romita Jr. trazem mais uma grande reviravolta na vida de Peter, fazendo com que a Tia May finalmente descobrisse a vida dupla do sobrinho como Homem-Aranha. Daí se segue uma história extremamente humana e emotiva, com Peter e May se entendendo depois de anos de segredos escondidos e com a maneira sempre carinhosa com que a amada tia lida com essa situação. Também é adicionado mais um conceito à mitologia do Aranha, com May revelando que também se sentia culpada pela morte do Tio Ben. Publicada entre as edição #37-39 de The Amazing Spider-Man (Vol. 2), Revelações foi republicada recentemente na Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat.


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