busca

DC Comics revela quem está preso com Tim Drake na fortaleza do Sr. Oz

[ATENÇÃO: a notícia a seguir contém spoilers]

A identidade do prisioneiro misterioso que deixou Tim Drake surpreso na prisão do Sr. Oz foi revelada em Action Comics #965, lançada pela DC Comics nesta quarta-feira, 27. A edição, escrita por James Tynion IV e desenhada pelo brasileiro Eddy Barrows, revela o motivo da grande surpresa do Robin Vermelho ao ver seu companheiro de encarceramento.

O prisioneiro misterioso é ninguém menos do que o próprio Tim Drake. Ou melhor, a versão futura de Tim Drake, o Batman do arco Titãs do Amanhã, apresentado na cronologia anterior a Flashpoint e que agora volta oficialmente a valer na cronologia vigente.

Que Tim Drake do futuro é esse?

No arco pré-Flashpoint Titãs do Amanhã, publicado durante  a longa passagem do roteirista Geoff Johns pela revista mensal dos Novos Titãs, Robin e o resto da equipe vão parar no futuro, onde encontram versões suas, que assumiram as identidades de seus falecidos mentores. Como um brutal novo Batman, Tim Drake perseguiu todos os membros da galeria de vilões de seu antecessor, transformando o Asilo Arkham em um cemitério preenchido com os túmulos dos inimigos originais do Homem-Morcego. Tim executou seus inimigos usando a mesma pistola que Joe Chill utilizou para assassinar Thomas e Martha Wayne na frente do jovem Bruce.

Ao conhecer sua versão futura, Tim teve dificuldade em aceitar que ele poderia adotar métodos tão brutais se assumisse o posto de sucessor direto de Batman, um herói que sempre manteve uma política rígida contra o assassinato. Quando, usando uma esteira cósmica, os Titãs conseguem voltar ao presente, Tim e seus amigos não conseguem lidar bem com a possibilidade de se tornarem suas sombrias versões futuras.

Os Titãs do Amanhã ainda apareceram em mais um arco antes de Flashpoint, no qual as versões futuras vem ao presente. O novo encontro serviu para piorar  ainda mais as perspectivas dos jovens heróis, especialmente de Tim, sobre o que poderiam se tornar.


Novo arco de Detective Comics altera origem de Tim Drake

Nessa segunda-feira, 25, a DC Comics liberou a sinopse de Detective Comics #965, que irá recontar como foram os primeiros dias do jovem Tim Drake usando o manto do Robin, o garoto prodígio, em uma história chamada A Lonely Place of Living.

O arco oficializa que Tim foi o Robin na nova cronologia do Universo DC após os eventos do arco Superman Reborn, que mexeu com a história de todos os personagens da editora. Após algumas contradições cronológicas, havia sido estabelecido durante os Novos 52 que Drake nunca teria assumido o posto de Robin, apenas de Robin Vermelho, o que foi desfeito agora, de acordo com o preview.

Abaixo , a sinopse oficial liberada pela editora.

“A Lonely Place of Living parte um, é a história que vocês haviam pedido. Onde no mundo (ou qualquer outro lugar) está Tim Drake? O Robin Vermelho enfrenta uma difícil escolha: Escapar da mais tortuosa prisão já criada, ou preder-se para sempre além do tempo e espaço por toda a eternidade! Não há muita escolha certo? Mas quando ele descobre quem está preso lá, junto com ele, o mundo de Tim irá mudar de maneiras nunca imaginadas! Essa é uma das maiores histórias da fase Rebirth, arrumando o espaço para uma explosiva história de Detective Comics!”

Detective Comics #965 tem roteiros de James Tynion IV, arte do brasileiro Eddy Barrows, e tem seu lançamento agendado para o dia 27 de setembro nos EUA. Confira a abaixo um preview da edição liberado pela DC Comics.


O Batman de Eddy Barrows no Renascimento

*Review de Detective Comics: A Ascensão dos Homens-Morcego

Um dos títulos mais antigos da DC Comics ainda em publicação, Detective Comics sempre teve que se renovar continuamente para permanecer relevante dentro do mercado. A proposta do roteirista James Tynion IV na nova fase do título dentro da iniciativa DC Renascimento foi acolher os personagens da Bat Família e reuni-los em uma equipe de protetores de Gotham. Ao lado dos artistas Eddy Barrows e Álvaro Martinez, Tynion não somente cria um belo grupo em 7 edições, como também consegue explorar a fundo os personagens ao seu dispor.

Na trama, o Batman decide formar uma equipe com os vigilantes de Gotham após descobrir que uma série de drones começaram a acompanhar todos os heróis da cidade. Com a ajuda da Batwoman, ele agrega ao time Robin Vermelho, Spoiler, Orfã e Cara-de-Barro. Juntos, o grupo precisa descobrir o mistério por trás dos drones, ao mesmo tempo em que cada um dos membros tem de lidar com seus problemas e dúvidas pessoais.

Se passando entre as edições #934 a #940 de Detective Comics, A Ascensão dos Homens-Morcego é uma bem-sucedida aposta na interação entre os membros disfuncionais da Bat Família. Tynion IV escreve um roteiro bem estruturado, que constrói a trama principal aos poucos, gerando suspense e curiosidade, e que ainda aprofunda a personalidade dos personagens que participam da história. Kate Kane, a Batwoman, é um dos focos principais, aparecendo como uma heroína que sempre se mostra forte e decidida. Ao mesmo tempo, vemos seus conflitos mais internos, como a relação conturbada com o pai e seus relacionamentos amorosos fracassados. É interessante notar como Tynion explora bem as características de cada personagem, encaixando-os estrategicamente dentro da equipe de vigilantes. A presença do ex-criminoso Cara-de-Barro é uma adição bem-vinda, servindo de alívio cômico e faz-tudo do grupo. A revelação do mistério pode não ser surpreendente, mas se desenvolve de maneira orgânica e é plausível ao final. Um dos problemas do roteirista se dá em alguns diálogos por demais expositivos. Não apenas em diálogos, mas o uso de recordatórios com pensamentos em primeira pessoa são tão exagerados que por vezes chegam a atrapalhar o desenho.

A arte se divide entre os desenhistas Eddy Barrows e Alvaro Martinez. Barrows desenha as duas primeiras e as duas últimas edições e apresenta uma arte que marca presença. Seus quadros de ação são admiráveis e seu uso dinâmico de posições dos personagens dá a impressão de que os mesmos estão saindo da página. O uso de luz e sombra dá noções de profundidade realistas e casa perfeitamente com o clima urbano e noturno que a revista passa. Barrows utiliza um ou outro quadro com um personagem pintado em aquarela, o que transmite um charme próprio para sua arte. A parceria já conhecida com o arte-finalista Eber Ferreira marca um traço mais denso e definido, conhecido da dupla.

O trabalho de Martinez nas três edições que desenha não deixa a desejar. Diferente de Barrows e Ferreira, Martinez traz, ao lado do arte-finalista Raúl Fernandez, um traço mais fino, mas que mantém o estilo realista e soturno da equipe anterior. Martinez prefere utilizar mais quadros por página para compor a narrativa, o que funciona principalmente para cenas de ação de personagens como a Orfã. No entanto, este método do desenhista muitas vezes causa a impressão de que a página está muito cheia, poluída com muitas cenas, o que se agrava com a já mencionada alta quantidade de balões e recordatórios. Não chega a trancar a fluidez da história, mas pode causar estranhamento por diferenciar de Barrows, que prefere páginas duplas com quadros mais espaçados. As cores de Adriano Lucas e de Brad Anderson combinam perfeitamente com a arte que cada um acompanha. A paleta de ambos bebe de tons escuros, com preto e cinza geralmente predominando, e muito bem dosados e contrastados com as demais cores utilizadas.

Publicado recentemente pela Panini nas quatro primeiras edições da mensal Detective Comics, A Ascensão dos Homens-Morcego é uma história muito eficiente da Bat Família. Com uma trama densa e bem construída, acompanhada de um bom desenvolvimento de personagens e trazendo momentos cômicos e dramáticos na medida certa, o primeiro arco da tradicional revista dentro do Renascimento é um deleite para os fãs do universo do Batman. Um resgate de conceitos que pareciam abandonados com os Novos 52, o trabalho de Tynion IV com os membros da Bat Família é muito bem-vindo em uma época de retomada de boas ideias.

 

Detective Comics: A Ascensão dos Homens-Morcego

Roteiro: James Tynion IV

Desenhos: Eddy Barrows e Alvaro Martinez

Arte-Final: Eber Ferreira e Raúl Fernandez

Cores: Adriano Lucas e Brad Anderson

Letras: Valéria Calipo

Editora: Panini Comics/DC Comics

Ano de lançamento: 2016

Páginas: 176

Nota do Resenhista: 5 (de 5)

 


Redação Multiverso é o site colaborativo de produção de conteúdo sobre quadrinhos
da Produtora Multiverso, em uma iniciativa paralela e complementar à realização da
ComicCON RS – principal convenção de quadrinhos e cultura pop do Rio Grande do Sul.