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Todd McFarlane anuncia novos títulos para a Image

Todd McFarlane anunciou uma série de novos títulos da Todd McFarlane Productions para a Image Comics durante a Image Expo em Portland, Oregon. Entre eles, três novas HQs de Spawn, Spawn Kills Everyone 2, Medieval Spawn and Witchblade e Sam and Twitch: True Detectives, um tie-in relacionado ao filme live action de Spawn escrito e dirigido por McFarlane,  além de uma nova revista independente.

Spawn Kills Everyone 2 é uma sequência da minissérie original de 2016 e traz McFarlane nos roteiros e Will Robson nos desenhos. A HQ de 4 edições apresenta uma versão fofinha do personagem, que dá à luz centenas de pequenas versões de si mesma. As crias de Spawn então se apossam da lista de vítimas de seu pai, prontas para matar qualquer um.

Brian Holguin é o responsável pelo crossover Medieval Spawn and Witchblade, previsto para sair em maio. O quadrinho vem em edição única reunindo novamente os dois personagens título, que se uniram pela primeira vez em 1996, através das mãos de Garth Ennis. A revista irá contar com uma capa com realidade aumentada.

O título principal de Spawn deve ganhar um tie-in com o filme de McFarlane, que deve iniciar a produção entre abril e maio deste ano. A revista está se aproximando da edição #300 e promete colocar o Soldado do Inferno contra 3 de seus piores inimigos: o Palhaço, Chacina e um novo Violador.

Um spin-off de Spawn, a minissérie Sam and Twitch: True Detectives vem em oito partes e deve ser lançada junto ao anúncio e ao trailer do filme de Spawn. O detetive “Twitch” Williams será importante no longa, e a minissérie chega como forma de apresentar o personagem a novos leitores.

Por fim, Todd McFarlane anunciou também Misery, uma nova série mensal que irá tratar sobre vítimas de assédio. A HQ é protagonizada por uma heroína adolescente chamada Misery, que está cansada de ser mal-tratada e abusada pelas ações de outros. A personagem irá viajar o mundo, ajudando pessoas inocentes que foram vítimas daqueles no poder. Não foi anunciada equipe criativa para a série.


Série da Image de Robert Kirkman vai virar filme

Na tarde da última segunda-feira, 04, a Skybound anunciou que a HQ Invencible, de Robert Kirkman, ganhará uma adaptação cinematográfica. Invencible atualmente é publicada pela Image Comics, e é a segunda série em quadrinhos mais longa e conhecida criada por Kirkman, logo atrás de The Walking Dead.

Segundo as informações do anúncio, a Skybound, produtora de Kirkman, fechou um primeiro acordo com a Universal, e contará com Seth Rogen e Evan Goldberg como produtores, escritores e diretores do longa-metragem.

Kirkman falou um pouco sobre o anúncio. “Por quase uma década eu tive que responder perguntas dos fãs sobre uma possível adaptação de Invencible, principalmente após eles assistirem The Walking Dead se tornar essa monstruosidade multimídia ao longo dos anos. A resposta era sempre a de que estávamos esperando o time certo para montarmos essa parceria. O time finalmente chegou! Os estimados senhores Rogen e Goldberg já se provaram como diretores de ponta, com um olho afiado para visuais estonteantes e uma escrita arrasadora. Invencible é uma história surpreendente, afiada, chocante e frequentemente repleta de sangue, e ela não poderia estar em mãos mais capazes. Com a parceria entre Rogen, Goldberg e Universal, eu estou muito confiante de que esse será outro filme de super-heróis, numa longa linhagem de filmes de super-heróis, que continuará a provar que esse é um gênero emocionante, que seguirá levando pessoas ao cinema por mais vários anos,” declarou o autor.

Rogen e Goldberg também fizeram uma declaração conjunta sobre o anúncio. “Não importa quanto dano isso causará aos nossos corpos, mentes e nossas mais intimas relações com aqueles que amamos, nós não descansaremos enquanto Invencible não for o grande filme que merece ser,” disseram os diretores.

Seth Rogen e Evan Goldberg estrearam como diretores na comédia pós apocalíptica É O Fim, de 2013, e depois trabalharam juntos novamente em A Entrevista, de 2014. Atualmente os dois trabalham na produção da segunda temporada da série de TV Preacher, que adapta o quadrinho homônimo de Garth Ennis e Steve Dillon pelo canal AMC.

Nas HQs, Invencible conta a história de Mark Garyson, um estudante do colegial cujo o pai é o mais poderoso super-heróis no planeta, e o acompanha enquanto seus poderes começam a surgir e ele descobre as realidades e responsabilidades por trás da importante tarefa de proteger o planeta. Com desenhos de Cory Walker e Ryan Ottley, atualmente a série já tem 133 edições publicadas, e está agendada para finalizar em 2018, na edição #145.

Ainda não há informações sobre as possíveis datas de lançamento para o longa-mentragem.

 


Image Comics anuncia 15 novos títulos

Durante a Emerald City Comic Con de Seattle, a editora Image Comics anunciou 15 novos títulos e suas respectivas equipes criativas. As séries estão programadas para lançamento no decorrer deste ano. Confira abaixo as novas revistas a serem lançadas:

DEATH OF LOVE

Escrita por Justin Jordan e desenhada por Donal Delay, com cores de Felipe Sobreiro e letras de Rachel Deering, Death of Love está programada para ser uma minissérie em cinco edições. Na HQ, o protagonista ganha o poder de enxergar o Cupido, responsável pelo amor no mundo. No entanto, ambos entraram em uma sangrenta e engraçada guerra. A minissérie sai no último trimestre de 2017.

FAMILY TREE

Com roteiros do premiado Jeff Lemire e com desenhos de Phil Hester, Family Tree trata de uma menina de oito anos que de repente começa a se transformar em uma árvore. Junto de sua família desfuncional, ela embarca em uma road trip através dos EUA em busca de uma cura para sua condição. Family Tree tem previsão para o último trimestre de 2017.

FLAVOR

Contando com Joseph Keatinge nos roteiros e com Wook-Jin Clark nos desenhos, Flavor conta a história de Xoo, uma jovem chef de cozinha que se vê envolvida em uma obscura trama quando se registra para o torneio de culinária de sua cidade. Ela irá descobrir os segredos envolvendo a exploração de jovens cozinheiros, de onde vem a comida utilizada na cidade e porque deve lutar contra tudo isso. A série está prevista para o último trimestre de 2017.

GENERATION GONE

Roteirizada por Ales Kot e desenhada por André Araújo, Generation Gone tem como premissa o que acontece quando três jovens millenials que ganham poderes. O problema é que eles planejam roubar um banco e ainda passam por problemas de relacionamento. Generation Gone deve ser lançada no início do segundo semestre deste ano.

MAGE: THE HERO DENIED, PART 3

Escrita e desenhada pelo consagrado Matt Wagner, Mage: The Hero Denied é a última parte da trilogia do épico fantasioso de Wagner. A HQ conta a história do herói Kevin Matchstick, que, após encontrar um mago, descobre ser a encarnação do lendário Pendragon e capaz de manipular a arma mística Excalibur. Mage está programada para o início do segundo semestre de 2017.

MOONSTRUCK

Com roteiros de Grace Ellis e desenhos de Shae Beagle, Moonstruck é protagonizada pela barista Julie, que convive com criaturas fantásticas. Tudo é normal na vida de Julie, até que, em momentos de raiva, ela começa a se transformar em lobisomem. Além do mais, ela e seu amigo, o centauro Chet, se encontram no meio de uma conspiração mágica. Moonstruck chega durante o início do segundo semestre de 2017.

NEW LIEUTENANTS OF METAL

Do roteirista Joe Casey e do artista Ulises Farinas, a série New Lieutenants of Metal trata de um grupo composto de diversos heróis prontos para encarar qualquer ameaça. Uma espécie de milícia de metal, as aventuras dos heróis são recomendadas para quem gosta de sangue e explosões. A HQ tem previsão de lançamento para 2017.

REDLANDS

Com Jordie Bellaire nos roteiros e Vanesa R. del Rey nos desenhos, Redlands mostra três bruxas que se mudam para Redlands, Florida, e se tornam as defensoras da lei do local. Inspirada em várias histórias modernas de bruxaria, Redlands chega no início do segundo semestre deste ano.

SACRED CREATURES

Os consagrados artistas Klaus Janson e Pablo Raimondi se unem para contar a história de Sacred Creatures, que mostra a vida dos sobreviventes de uma antiga raça de seres sobrenaturais em meio aos humanos. No entanto, toda a humanidade está em risco quando o equilíbrio de poder destas criaturas começa a se perder. Sacred Creaturas deve ser lançada no início do segundo semestre de 2017.

SAVAGE TOWN

Savage Town tem roteiros de Declan Shalvey e desenhos de Philip Barret. A graphic novel traz uma história de crime que se passa em Limerick City, baseada em fatos reais da virada do milênio, em que o protagonista Jimmy Hardy Savage atua em sua carreira criminosa. Savage Town chegas às lojas americanas no último trimestre de 2017.

SHIRTLESS BEAR-FIGHTER

Dos escritores Jody LeHeup e Sebastian Girner e do desenhista Nil Vendrell, Shirtless Bear-Fighter conta a história do herói que dá nome à série. Depois de ser traído pelos ursos que o criaram, Shirtless se aventura pela floresta e se vê obrigado a defender a cidade de Major City quando ela é atacada por ursos selvagens e super-fortes. A série tem lançamento para junho de 2017.

SLEEPLESS

Escrita por Leila del Duca e desenhada por Sarah Vaughan, Sleepless acompanha a saga de um cavaleiro encantado que nunca dorme e que se apaixona pela nobre que jurou proteger. Passando-se no período da renascença, Sleepless ainda não tem data de lançamento divulgada.

THE FAMILY TRADE

O escritor Justin Jordan e o artisita Morgan Beem se juntam para produzir The Family Trade. A HQ conta a história de uma família de assassinos e ladrões que se dedicam a manter sua cidade flutuante flutuando, até que tem que enfrentar seu membro mais jovem, que quase faz que a cidade entre em guerra civil. Family Trade chega às loja americanas no último trimestre de 2017.

THE HARD PLACE

O roteirista Doug Wagner e o desenhista Nic Rummel contam a história de The Hard Place, que mostra um motorista de fuga de assaltos aposentado que decide, depois de cinco anos na cadeia, que ele está pronto para entrar nos trilhos. No entanto, ele se vê obrigado a voltar ao crime quando é abordado por dois violentos ladrões de banco. The Hard Place tem previsão de lançamento para o início do segundo semestre desse ano.

THE NEW WORLD

Com os roteiros de Ales Kot e os desenhos de Tradd Moore, The New World é uma HQ que se passa num futuro de décadas dos EUA. A histórias é uma releitura de Romeu e Julieta, em que Romeu é um hacker e Julieta é uma policial estrela de TV. A série chega às lojas americanas em 2017.


Criação de Liefeld, Youngblood retorna pela Image

O retorno de Youngblood, de Rob Liefeld, às páginas da Image Comics já havia sido anunciado há alguns meses, mas nessa semana a editora confirmou a data de estreia da revista, maio de 2017, e também liberou uma breve sinopse do primeiro número.

A arte da revista será responsabilidade de Jim Towe, enquanto os roteiros ficarão a cargo de Chad Bowers, com capas de Jim Towe, Rob Liefeld, David Finch e Chris Daughty. A publicação chega como um dos eventos em comemoração aos 25 anos da Image Comics. Confira a Sinopse abaixo:

“YOUNGBLOOD REBORN”, Parte Um

Edição de Aniversário! 25 anos atrás, Youngblood lançou a revolução da Image e virou o mundo dos quadrinhos de ponta cabeça! Agora a série blockbuster retorna com um novo time e uma nova missão”.

Quando um jovem herói desaparece, a busca por resposta de seus amigos os levam a inesperáveis alianças. Juntos, eles farão todo o necessário para encontrá-lo… Mesmo que isso signifique resgatar o mais infame supergrupo do mundo.

Se apronte, e prepare-se para redescobrir o mais extremo universo dos quadrinhos ao lado de Chad Bowers (X-Men ’92, Deadpool: Bad Blood) e o recém-chegado Jim Towe!

Como revelado em uma entrevista ao Nerdy Pop, Liefeld se juntou a Jim Towe após ver algumas fanarts que o artista publicara em seu twitter, reimaginando o visual da equipe de Youngblood. Towe é um grande fã da série, e ao ver os desenhos dele, Liefeld ofereceu ao rapaz o trabalho na série.

Youngblood chega às bancas norte-americanas em maio, numa edição comemorativa aos 25 anos da Image Comics.

 


Image: 25 anos de uma revolução nos quadrinhos

Há 25 anos a Image Comics fazia sua estreia trazendo às prateleiras a primeira edição de Youngblood. Muita água rolou desde aquele fevereiro de 1992, e a editora mal podia imaginar na época, mas estava começando aquela que seria lembrada como uma nova era criativa para os artistas das histórias em quadrinhos.

Porém, se quisermos entender melhor essa história e a evolução da Image ao longo dos anos, é preciso traçar uma linha direta até a concepção de sua ideia. Uma linha que vai além da sua fundação. Necessitamos olhar para aquela que é considerada até hoje a melhor época comercial das HQs, e mesmo assim a de mais questionável qualidade. Precisamos falar sobre os anos 1990.

O início dos anos 1990 e os Sete da Image

Até os dias de hoje, os anos 1990 são considerados os mais lucrativos dos quadrinhos, principalmente para a Marvel Comics. Já no início daquela década, os leitores e entusiastas da mídia se mostravam mais preocupados em comprar HQs com artes espalhafatosas do que com histórias de qualidade. Três artistas da editora se encaixavam bem nessa descrição, e acabaram se sobressaindo perante os demais. Eram eles Rob Liefeld, Todd McFarlane e Jim Lee.

Com seus traços exagerados, repletos de personagens com anatomias exorbitantes que beiravam o absurdo, esses três acabaram caindo no gosto dos fãs devido às suas artes e polêmicas declarações. Nenhum outro trio de artistas deu tanto lucro aos cofres da Marvel quanto eles. Em agosto de 1990, a campanha de marketing da Marvel e o traço polêmico de Todd McFarlane fizeram Spider-Man #1 vender mais de um milhão de exemplares, uma marca inimaginável e espantosa para o mercado na época. O impossível se tornou realidade novamente, quando um ano depois, em agosto de 1991, X-Force #1 de Fabian Nicieza e Rob Liefeld bateu a marca de quatro milhões de unidades. Mas o trono foi tomado mais uma vez em outubro daquele ano quando X-Men #1, de e Chris Claremont e Jim Lee, chegou à impressionante marca de de 8,1 milhões de exemplares vendidos (para ter uma ideia, nos dias de hoje as HQs mais vendidas beiram a marca de 300 mil exemplares).

A partir de então qualquer arte desses três era vendida por uma fortuna em leilões, e eles começaram a pensar que a Marvel não lhes dava a atenção e o valor que mereciam. Um movimento quase militar, encabeçado principalmente por McFarlane e Liefeld, começou a ganhar corpo dentro dos corredores da Marvel. “Uma demissão por vez não vai dar certo”, insistia McFarlane.

Após muitas confusões e desentendimentos dentro da editora, Todd McFarlane, Rob Liefeld, Jim Lee, Whilce Portacio, Erik Larsen, Jim Valentino e Marc Silvestri, sete dos maiores artistas da Marvel, anunciaram suas demissões. Em 19 de fevereiro de 1992 a Malibu Comics anunciava que os “imigrantes” da Marvel lançariam sua própria linha chamada Image Comics.

Apesar da Malibu ser a editora nos registros, todas os títulos do selo Image teriam seus direitos reservados exclusivamente aos seus autores, dando a eles completo controle de suas propriedades intelectuais. Uma ideia inovadora no meio, visto que as editoras sempre dominavam os personagens que apareciam em suas páginas, independente de quem os tivesse criado. Ainda era cedo para saber na época, mas essa simples ideia iria causar uma revolução criativa na nona arte.

Os primeiros anos

Não é errado afirmar que os primeiros quadrinhos da Image eram bem ruins. Os desenhos dos sete artistas ganharam ainda mais atitude em seus títulos próprios, porém a escrita ficou ainda mais decadente. Todavia, isso não impediu que a Image se tornasse um sucesso instantâneo. Nos primeiros meses as suas HQs venderam tanto que chegaram a bater a DC Comics, um feito memorável para a empresa. Títulos como Youngblood (Liefeld), Spawn (McFarlane), Savage Dragon (Larsen) e WildC.A.T.s. (Lee) se destacaram entre as revistas e pareciam garantir o sucesso da Image e seu lugar no topo. Mas não foi bem assim.

Logo, os leitores começaram a perceber a falta de qualidade do texto das revistas da Image e, como se isso não bastasse, a falta de editores cobrando e planejando o lançamento dos títulos fez com que algumas edições demorassem meses para ter suas continuações disponibilizadas, principalmente nos títulos Youngblood e CyberForce.

Provavelmente, se a Image tivesse continuado apenas com seus sete fundadores ela já teria definhado há algum tempo, visto que as únicas revistas que conseguiram manter alguma regularidade e continuam sendo publicadas até hoje são Spawn e Savage Dragon. Porém, a ideia de dar direitos e controle total das publicações a seus criadores começou a atrair interessados, e não demorou para que artistas enviassem seus portfólios e ideias para a editora e começassem a ser publicados. Casos como The Maxx de Sam Keith e Bone de Jeff Smith. Mesmo assim, a situação não andava bem.

No início dos anos 2000 a Image havia perdido um enorme espaço no mercado de quadrinhos. O estilo artístico criado e idealizado por seus fundadores já havia caído em decadência e era praticamente ignorado pelo público geral. Foi nesse momento que Robert Kirkman, um dos nomes mais expressivos do mercado de quadrinhos da atualidade, chegou na editora com uma ideia para um quadrinho de horror. Kirkman, ainda novato no ramo, mal sabia que sua ideia estava prestes a começar a segunda – e ainda maior – revolução do mercado pela Image Comics.

The Walking Dead e o ápice criativo da Image

Lançado em 2003, The Walking Dead era um quadrinho em preto e branco e temática de horror com zumbis, um gênero desacreditado desde o final da década de 1950. Não parecia haver nenhum grande atrativo na obra no momento de seu anúncio. Mesmo assim, a série escrita por Kirkman e desenhada por Tony Moore e Charlie Adlard caiu na graça dos fãs devido ao roteiro inteligente e os vários mistérios da trama. Logo esse sucesso cresceu e começou a chamar a atenção da crítica e de produtores de outras mídias. Independentemente de você gostar ou não das adaptações para literatura, games e TV feitas da HQ, ou dos rumos que a história tomou ao longo de sua publicação em quadrinhos, é inegável que The Walking Dead é um marco recente na indústria da nona arte. E talvez o mais impressionante de tudo isso é que os direitos da revista e de seus personagens para adaptações sempre pertenceram apenas aos seus criadores, sem interferência alguma da Image. Algo que nunca seria possível caso a HQ pertencesse à Marvel ou à DC.

O sucesso da série foi tamanho que Robert Kirkman se tornou sócio da editora em 2008, e não demorou para que nomes de peso começassem a se aliar ou surgir nas páginas da Image. O salto de qualidade nas HQs da editora foi algo fora do comum, tanto que a Image começou a figurar como a mais laureada editora em diversas premiações da mídia. Tudo isso sempre defendendo o estandarte de que os únicos com direitos à propriedade intelectual por suas histórias eram seus próprios criadores.

Logo, Marvel e DC começaram a perceber a qualidade do material da Image, e uma espécie de caminho inverso aconteceu. Muitos dos artistas que iniciaram publicando na editora passaram a desenvolver trabalhos para alguma das duas grandes, como Jonathan Hickman que, apesar de ainda publicar HQs na Image, se tornou um dos maiores responsáveis pelo planejamento do atual universo Marvel. E a qualidade do catálogo  não parece estar diminuindo, visto que algumas das séries mais elogiadas da atualidade, como Saga (Brian K. Vaughan e Fiona Staples), Southern Bastards (Jason Aaron e Jason Latour) e The Wicked + The Divine (Kieron Gillen e Jamie McKelvie), são publicadas pela editora.

A Image está completando seus 25 anos, e apesar de muitos de seus fundadores não fazerem mais parte da empresa, a editora continua dando valor ao legado dos Sete da Image. Artistas que queriam ser donos de seus próprios trabalhos, que queriam acordos melhores e ser capazes de decidir os rumos de suas próprias criações. Autores que independentemente da qualidade de seus materiais, tiveram a coragem de se impor e abriram as portas para que as novas gerações tivessem a oportunidade de contar suas histórias e mostrar seu talento. Autores que iniciaram uma revolução dos quadrinhos.

VIDA LONGA À IMAGE COMICS.

Referências

*Marvel Comics, A História Secreta, de Sean Howe

*How Image transformed from 90s cheesse to the most progressive publisher in the game, por K. Thor Jensen


Scott Snyder e Jeff Lemire lançam nova HQ

O roteirista Scott Snyder e o desenhista Jeff Lemire estão trabalhando em uma nova HQ juntos, intitulada AD: After Death. A obra, que tem previsão de lançamento para novembro deste ano, será dividida em três partes, com 80 páginas por edição. O título será publicado pela Image Comics e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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AD: After Death se passa no futuro, em um período onde a ciência conseguiu descobrir uma cura genética para a morte. Entretanto, segundo o material divulgado pela Image, um dos envolvidos nessa descoberta acaba se envolvendo em uma viagem alucinante que fará com que ele fique cara a cara com o seu passado e com sua própria mortalidade.

Em entrevista ao site Newsrama, Lemire conta que o mundo onde a história se passa já conta com pessoas que estão vivas há mais de 800 anos e que nunca vão morrer.


Kirkman responde sobre o vírus zumbi de TWD

Durante um painel da New York Comic Con, Robert Kirkman, o criador e roteirista da HQ e do seriado The Walking Dead, falou sobre as novidades das duas mídias e respondeu as perguntas de diversos fãs. Na ocasião, Kirkman foi taxativo ao afirmar que não irá mostrar a origem do vírus zumbi. Ele fez apenas uma ressalva: “A menos que eu esteja falido”.

Entre as novidades, Kirkman falou sobre a The Whisperer War, e da possibilidade do grupo, que usam trajes feitos com pele de zumbis para se misturar com as hordas de mortos-vivos, aparecer na televisão um dia. “Eu imagino que vai acontecer. Se nós não formos cancelados, isso vai acontecer”, disse o autor. Ainda sobre os Whisperers, Kirkman disse que a ideia surgiu entre de um e dois atrás e que ele só foi capaz de incorporá-los ao título agora.

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Em relação ao seriado, Kirkman foi questionado como ele escolhe as partes da HQ para adaptar na série. O autor disse que ele não era totalmente responsável por escolher as cenas, mas que trabalha em colaboração com uma equipe de escritores e com showrunner Scott Gimple na hora da adaptação.

Um fã perguntou sobre as semelhanças entre Rick e do Governador, e se eles seriam aliados caso o governador fosse menos cruel e insano. “Meu pensamento era que o Governador e o Rick eram muito mais semelhantes do que você pensa. Você pode ver um monte de coisas ruins que o governador fez, e o Rick foi para o mesmo caminho mais tarde”, disse Kirkman.


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