busca

Rorschach aparece em capa variante de Doomsday Clock

A DC Comics divulgou mais uma capa variante de Doomsday Clock #1, edição que inicia a minissérie que pretende ser o próximo passo para a trama maior envolvendo o Universo DC e o Universo de Watchmen, iniciado em DC Universe Rebirth#1. A capa lenticular apresenta Rorschach, conhecido personagem de Watchmen, junto com os logos de Superman, Batman e Mulher-Maravilha.

 

A arte é uma reutilização de um desenho de Dave Gibbons, desenhista de Watchmen. O efeito lenticular mostra as manchas na máscara de Rorschach tomarem a forma dos símbolos dos integrantes da Trindade da editora. A capa foi divulgada por Geoff Johns, roteirista de Doomsday Clock, através de sua conta no Twitter.

Doomsday Clock promete apresentar a colisão entre o Universo DC e o Universo de Watchmen, focando no conflito entre Superman e Doutor Manhattan. A minissérie é escrita por Geoff Johns e tem arte de Gary Frank. A edição #1 está prevista para ser lançada no dia 22 de novembro deste ano.


O Batman de Eddy Barrows no Renascimento

*Review de Detective Comics: A Ascensão dos Homens-Morcego

Um dos títulos mais antigos da DC Comics ainda em publicação, Detective Comics sempre teve que se renovar continuamente para permanecer relevante dentro do mercado. A proposta do roteirista James Tynion IV na nova fase do título dentro da iniciativa DC Renascimento foi acolher os personagens da Bat Família e reuni-los em uma equipe de protetores de Gotham. Ao lado dos artistas Eddy Barrows e Álvaro Martinez, Tynion não somente cria um belo grupo em 7 edições, como também consegue explorar a fundo os personagens ao seu dispor.

Na trama, o Batman decide formar uma equipe com os vigilantes de Gotham após descobrir que uma série de drones começaram a acompanhar todos os heróis da cidade. Com a ajuda da Batwoman, ele agrega ao time Robin Vermelho, Spoiler, Orfã e Cara-de-Barro. Juntos, o grupo precisa descobrir o mistério por trás dos drones, ao mesmo tempo em que cada um dos membros tem de lidar com seus problemas e dúvidas pessoais.

Se passando entre as edições #934 a #940 de Detective Comics, A Ascensão dos Homens-Morcego é uma bem-sucedida aposta na interação entre os membros disfuncionais da Bat Família. Tynion IV escreve um roteiro bem estruturado, que constrói a trama principal aos poucos, gerando suspense e curiosidade, e que ainda aprofunda a personalidade dos personagens que participam da história. Kate Kane, a Batwoman, é um dos focos principais, aparecendo como uma heroína que sempre se mostra forte e decidida. Ao mesmo tempo, vemos seus conflitos mais internos, como a relação conturbada com o pai e seus relacionamentos amorosos fracassados. É interessante notar como Tynion explora bem as características de cada personagem, encaixando-os estrategicamente dentro da equipe de vigilantes. A presença do ex-criminoso Cara-de-Barro é uma adição bem-vinda, servindo de alívio cômico e faz-tudo do grupo. A revelação do mistério pode não ser surpreendente, mas se desenvolve de maneira orgânica e é plausível ao final. Um dos problemas do roteirista se dá em alguns diálogos por demais expositivos. Não apenas em diálogos, mas o uso de recordatórios com pensamentos em primeira pessoa são tão exagerados que por vezes chegam a atrapalhar o desenho.

A arte se divide entre os desenhistas Eddy Barrows e Alvaro Martinez. Barrows desenha as duas primeiras e as duas últimas edições e apresenta uma arte que marca presença. Seus quadros de ação são admiráveis e seu uso dinâmico de posições dos personagens dá a impressão de que os mesmos estão saindo da página. O uso de luz e sombra dá noções de profundidade realistas e casa perfeitamente com o clima urbano e noturno que a revista passa. Barrows utiliza um ou outro quadro com um personagem pintado em aquarela, o que transmite um charme próprio para sua arte. A parceria já conhecida com o arte-finalista Eber Ferreira marca um traço mais denso e definido, conhecido da dupla.

O trabalho de Martinez nas três edições que desenha não deixa a desejar. Diferente de Barrows e Ferreira, Martinez traz, ao lado do arte-finalista Raúl Fernandez, um traço mais fino, mas que mantém o estilo realista e soturno da equipe anterior. Martinez prefere utilizar mais quadros por página para compor a narrativa, o que funciona principalmente para cenas de ação de personagens como a Orfã. No entanto, este método do desenhista muitas vezes causa a impressão de que a página está muito cheia, poluída com muitas cenas, o que se agrava com a já mencionada alta quantidade de balões e recordatórios. Não chega a trancar a fluidez da história, mas pode causar estranhamento por diferenciar de Barrows, que prefere páginas duplas com quadros mais espaçados. As cores de Adriano Lucas e de Brad Anderson combinam perfeitamente com a arte que cada um acompanha. A paleta de ambos bebe de tons escuros, com preto e cinza geralmente predominando, e muito bem dosados e contrastados com as demais cores utilizadas.

Publicado recentemente pela Panini nas quatro primeiras edições da mensal Detective Comics, A Ascensão dos Homens-Morcego é uma história muito eficiente da Bat Família. Com uma trama densa e bem construída, acompanhada de um bom desenvolvimento de personagens e trazendo momentos cômicos e dramáticos na medida certa, o primeiro arco da tradicional revista dentro do Renascimento é um deleite para os fãs do universo do Batman. Um resgate de conceitos que pareciam abandonados com os Novos 52, o trabalho de Tynion IV com os membros da Bat Família é muito bem-vindo em uma época de retomada de boas ideias.

 

Detective Comics: A Ascensão dos Homens-Morcego

Roteiro: James Tynion IV

Desenhos: Eddy Barrows e Alvaro Martinez

Arte-Final: Eber Ferreira e Raúl Fernandez

Cores: Adriano Lucas e Brad Anderson

Letras: Valéria Calipo

Editora: Panini Comics/DC Comics

Ano de lançamento: 2016

Páginas: 176

Nota do Resenhista: 5 (de 5)

 


SDCC: Johns confirma que Dr. Manhattan roubou o tempo da DC

Durante seu painel na San Diego Comic Con, Geoff Johns confirmou que o Dr. Manhattan é o responsável pelo tempo roubado da cronologia da DC Comics, mistério que foi iniciado com a iniciativa Renascimento em DC Universe: Rebirth #1. Além disso, Johns divulgou alguns painéis de Gary Frank para The Doomsday Clock, próximo trabalho da dupla que pretende revelar maiores detalhes sobre a participação de Manhattan no Renascimento.

Segundo Johns, a revelação não ocorreu logo de início para evitar que o foco no retorno de Wally West fosse perdido. O personagem terá um papel importante em Doomsday Clock, que, de acordo com o escritor, deve ter seu plot revelado desde a primeira página da primeira edição.

Doomsday Clock tem previsão de lançamento para novembro deste ano.


The Button se encerra com retorno e reviravoltas

A HQ The Flash #22 foi publicada no dia de hoje, 17, nos EUA. A revista, escrita por Joshua Willianson, e com arte de Howard Porter, além de trazer a parte final do arco The Button também traz o retorno de um clássico personagem da DC Comics.

ATENÇÃO: Spoilers referentes a The Flash #22 abaixo.

Apesar de não atender às expectativas dos fãs que esperavam ver a interação de personagens de Watchmen com os heróis do Universo DC, o encerramento de The Button chegou muito perto disso. As páginas finais mostram uma mão azul, assim como é a do Doutor Manhattan, interagindo com o clássico bottom do Comediante. Além disso, há uma referência direta ao Superman, o que indica uma ligação com a já anunciada Doomsday Clock, que terá roteiros de Geoff Johns e desenhos de Gary Frank, e que abordará a dinâmica entre o Homem de Aço e o mais poderoso personagem do criação máxima de Alan Moore.

Já o retorno de Jay Garrick, na mesma edição, não foi uma surpresa. Uma prévia contendo uma possível aparição dele já havia sido mostrada ainda em outubro do ano passado, quando seu icônico capacete foi visto à deriva dentro da força de aceleração. Além disso, no mês passado, ele já havia sido revelado numa arte de capa dessa edição da HQ. Ainda assim, a volta do herói veio com algumas reviravoltas inesperadas.

O capítulo final do arco The Button, publicado em um crossover de quatro edições entre as revistas Batman e The Flash, traz o homem morcego e o velocista escarlate em perseguição ao Flash Reverso (Eobard Thawne) através do hipertempo. Nessa jornada, os dois acabam se deparando com a existência de Jay Garrick, o Flash original. Durante a edição, os heróis ouvem uma chamado dizendo “Barry, eu estou aqui!”, porém nenhum dos dois reconhecem a voz de Jay. Após o confronto de Thawne com uma entidade não visível (que se presume ser o Dr. Mahanttan), o hipertempo começa a se despedaçar ao redor dos heróis. Batman diz para Barry se agarrar à voz que o chama para que ela sirva com uma âncora, ao fazê-lo o herói diz o nome da voz, e, assim como aconteceu com Wally West no ano passado, Jay Garrick  surge através da força de aceleração.

Apesar de seu retorno ser semelhante ao de Wally, a volta de Jay Garrick tem resultados bem diferentes. Barry, num momento de confusão, acusa seu antigo amigo e mentor de assassinar Thawne, além de acreditar que Jay seja a mente por trás de toda a confusão envolvendo os eventos Novos 52, pós-Flashpoint. Porém, ao agarrar o braço de Garrick da mesma forma que fizera com Wally para retirá-lo da força de aceleração, Jay é envolto por um borrão azul de luz e desaparece em uma explosão. Diante desse fato, Batman e Flash suspeitam do envolvimento de Jay em todo o mistério envolvendo o Rebirth, mas cogitam a hipótese de que, assim como Wally West, ele possa ser um aliado preso na força de aceleração.

The Flash #22, por Joshua Willianson e Howard Porter, foi publicada nessa quarta-feira nos EUA pela DC Comics, e pode ser encontrada através das plataformas digitais da editora.


Geoff Johns anuncia nova HQ envolvendo Watchmen

Através de uma entrevista ao Syfy Wire, o chefe criativo da DC Comics, Geoff Johns, anunciou seu retorno aos quadrinhos com o título Doomsday Clock, a próxima história que explica o envolvimento dos personagens de Watchmen com o atual momento da editora, a iniciativa DC Renascimento. A HQ está prevista para novembro deste ano, e deve contar ainda com os artistas Gary Frank e Brad Anderson.

Segundo Johns, Doomsday Clock será uma história fechada, sem envolver tie-ins com outras revistas ou gerando novas minisséries ou one-shots paralelos. Também não se trata de uma sequência de Watchmen. É uma história que afetará todo o Universo DC, tudo o que veio antes e tudo aquilo que virá depois estará ligado a essa HQ, que deve ir até a essência do Universo DC.

Johns também comenta que ainda é cedo para falar sobre quais personagens irão participar da história, mas ele garante que serão muitos envolvidos. No entanto, o roteirista afirma que Superman e o Doutor Manhattan tem grande destaque, sendo que todas as ações e motivações de Manhattan levam diretamente ao Superman.

Este é o primeiro trabalho de Johns após Universo DC Renascimento, publicado em maio do ano passado. Também é o próximo passo nas revelações dos mistérios apresentados em Renascimento, que começaram a ser mostradas com o crossover The Button. atualmente em publicação dentro das revistas Batman e The Flash. Doomsday Clock chega às lojas americanas em novembro deste ano.

 


CCXP anuncia a artista Nicola Scott

Durante a tarde desta segunda-feira, 08, a organização da CCXP anunciou que a artista australiana Nicola Scott estará presente na quarta edição do evento, que ocorre no fim deste ano.

Nicola já trabalhou em séries como Birds of Prey e Earth 2, mas é mundialmente reconhecida pelo seu recente trabalho na saga Mulher-Maravilha: Ano Um, da fase Renascimento da DC Comics, e pela HQ Black Magic da Image Comics, ambas escritas por Greg Rucka.

A artista estará presente nos quatro dias, compondo o Artist’s Alley do evento. A CCXP acontece entre os dias 07 e 10 de dezembro, na São Paulo Expo. A venda oficial de ingressos, começa amanhã. Mais informações no site oficial da CCXP.


Redação Multiverso é o site colaborativo de produção de conteúdo sobre quadrinhos
da Produtora Multiverso, em uma iniciativa paralela e complementar à realização da
ComicCON RS – principal convenção de quadrinhos e cultura pop do Rio Grande do Sul.